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sábado, 27 de março de 2010

Australiano com sangue raro já salvou milhões de bebés

"James Harrison, um australiano de 74 anos com um tipo sanguíneo raro, já salvou a vida de 2,2 milhões de recém nascidos, incluindo o próprio neto.
por DN.pt
e CienciaHoje 2010-03-25

Segundo o Globo.com, que cita o Sydney Morning Herald, o plasma sanguíneo de James Harrison tem sido utilizado na criação de uma vacina, ministrada às grávidas, para evitar que os seus filhos venham a sofrer da doença de Rhesus– ainda conhecida como doença hemolítica ou eritroblastose fetal, que causa uma incompatibilidade entre o feto e a mãe. A enfermidade ocorre quando o sangue da mãe é Rh- e o do bebê é Rh+. Após uma primeira gravidez nestas condições ou após ter recebido uma transfusão contendo sangue Rh+, a mãe cria anticorpos que passam a atacar o sangue da criança.
A vacina Anti-D previne a formação de anticorpos contra eritrócitos Rh-positivos em pessoas Rh-negativas, no entanto, o sangue de Harrison é capaz de combater essa situação, mesmo depois do nascimento da criança, prevenindo assim a doença.
A doença pode ser evitada pela administração profilática do soro (erroneamente denominado "vacina") Imunoglobulina anti-D, tanto durante a gestação (alguns protocolos sugerem administração após a 28o semana) , mas especialmente após o nascimento (até 72 horas após) para evitar-se a sensibilização materna e consequentemente danos aos fetos nas gestações ulteriores.
http://wapedia.mobi/pt/Imuno-hematologia

Conforme explica o Globo.com, após as primeiras doações de sangue à cruz vermelha australiana, foi descoberta essa qualidade única do sangue de James Harrison, que passou a ser conhecido como "o homem do braço de ouro" e já salvou a vida a 2,2 milhões de recém nascidos australianos.
Harrison, que nunca tinha pensado em doar sangue, tornou-se voluntário para pesquisas e testes científicos que resultaram no desenvolvimento da vacina Anti-D que combate a doença de Rhesus, causa de morte e de danos cerebrais em milhares de recém nascidos na Austrália. Ao longo de mais de dez anos, James Harrison já fez 984 doações de sangue e estima-se que ainda chegue às mil doações ainda este ano. O seu sangue é considerado tão especial que recebeu um seguro de vida no valor de um milhão de dólares australianos, adianta o Globo.com."

Doença Hemolítica ou Eritoblastose fetal

"A doença hemolítica por incompatibilidade Rh é causada por uma incompatibilidade sangüínea materno-fetal referente ao sistema Rh. O sistema Rh é constituído de 48 antígenos (proteínas presentes nas membranas dos eritrócitos), sendo o mais importante, o antígeno D. A presença, ou ausência, do antígeno D denota positividade, ou negatividade, para o fator Rh, respectivamente, ou seja, presença do antígeno D é igual a grupo sangüíneo Rh +, enquanto, ausência do antígeno D, igual a grupo sangüíneo Rh -.
Geneticamente, os indivíduos D positivo (Rh +) podem ser homozigotos para o antígeno D, ou heterozigotos. Homens D positivo (Rh +) homozigotos casados com mulheres D negativas (Rh -) só poderão gerar filhos D positivos (Rh +), enquanto que, homens D positivo (Rh +) heterozigotos casados com mulheres D negativo (Rh -) poderão gerar filhos D positivos (Rh +) ou D negativos (Rh -).
Os fetos Rh + (D positivos) podem causar imunização nas gestantes Rh - (D negativo), ou seja, podem estimular a produção de anticorpos maternos anti-D contra as hemáceas fetais. A imunização (produção de anticorpos anti-D pela gestante) deve-se a passagem de hemáceas fetais para a circulação sangüínea materna, que ocorre em 3% das gestantes no primeiro trimestre, em 12% no segundo trimestre, em 45% no 3º trimestre, e, em 64% dos casos, imediatamente após o parto. Além disso, algumas condições, também, aumentam a presença de hemáceas fetais, na circulação sangüínea materna, tais como aborto espontâneo ou terapêutico, gravidez ectópica, realização de procedimentos durante a gestação, como amniocentese, cordocentese e amostra de vilo coriônico.
Qualquer que seja a causa da imunização, na gravidez seguinte os anticorpos maternos anti-D atravessam a placenta, a partir de 12 semanas de gestação, e destroem as hemáceas fetais D positivas (Rh +), a esse fenômeno de destruição das hemáceas chamamos de hemólise. Muito raramente a hemólise poderá ocorrer na primeira gestação, no entanto, o mais freqüente é ocorrer a imunização na primeira gestação e a hemólise nas gestações posteriores.
A prevenção é a conduta mais importante em relação a doença hemolítica por incompatibilidade Rh! Ela consiste na administração de imunoglobulina anti-D (Rhogam, Mathergam) em mulheres Rh - e com exame coombs indireto negativo (isto é ausência do anticorpo anti-D na circulação sangüínea). A imunoglobulina anti-D "neutraliza" o antígeno D presente nas hemáceas fetais Rh +, que passaram para circulação sangüínea da gestante, impedindo, assim, a produção de anticorpos anti-D pela mesma. Logo, a imunoglobulina anti-D deverá ser feita nas seguintes situações:
Pós aborto espontâneo ou terapêutico.
Pós gravidez ectópico.
Pós procedimentos (Amniocentese, cordocentese, amostra de vilo coriônico) realizados durante a gestação.
Durante o pré-natal na 28ª/29ª semana de gestação.
Até 72h após o parto, se o recém-nascido for Rh +. Caso o recém-nascido seja Rh -, semelhante a mãe, não haverá necessidade de administrar a imunoglobolina anti-D, uma vez que não se caracterizou a incompatibilidade sangüínea materno-fetal. " 
Fonte(s):
Médica Neonatologista

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Um sorriso pela Vida: Dê Sangue - Grupos Sanguíneos dos Portugueses

MUITO IMPORTANTE

"ATENÇÃO aos e-mails e sms com pedidos de sangue"
"Infelizmente algumas pessoas utilizam as tecnologias da informação no pior sentido, os e-mails e sms que circulam com apelos de pedidos de sangue para doentes, são disso um exemplo.Todos estes e-mails e sms com pedidos de sangue personalizados, que não procedam dos Centros Regionais de Sangue ou do Instituto Português do Sangue IP, são INCORRECTOS, já que qualquer pedido das Instituições que necessitem de sangue para tratar os doentes é sempre feita, previamente, ao Instituto Português do Sangue, IP."

Fonte: A. Amorim, Os GENES dos Portugueses, 1995, em : http://zircon.dcsa.fct.unl.pt/dspace/bitstream/123456789/220/1/17-5.PDF

Distribuição dos Grupos Sanguíneos
A distribuição dos grupos sanguíneos é variável em diferentes partes do mundo.


A frequência destes grupos em Portugal, de acordo com o estudo realizado numa população de dadores do Instituto Português do Sangue IP, foi a seguinte:

SISTEMA ABO:
Grupo A (46,6%)
Grupo O (42,3%)
Grupo B (7,7%)
Grupo AB (3,4%)
Em relação ao Rh:
85,5% são Rh positivo (Rh+)
14,2% são Rh negativo (Rh-)