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segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Dia das Bibliotecas Escolares

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 Revista "Quero Saber" nº 34/ Julho 2013

 

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Nobel da Medicina - Células IPS, a grande esperança da medicina

No centro de pesquisa distinguido pelo Prémio Nobel de Medicina 2012, as células estaminais pluripotentes induzidas ou células IPS (na sigla inglesa) têm a sua origem numa célula adulta diferenciada, que reverte ao estado de célula embrionária pluripotente, graças ao trabalho de engenharia genética.

São células adultas reprogramadas para rejuvenescer e recuperar as propriedades das células estaminais embrionárias. As células estaminais pluripotentes induzidas são uma esperança da medicina devido aos seus potenciais terapêuticos e são o alvo dos estudos dos investigadores laureados com o Nobel da Medicina nesta segunda-feira.

Células estaminais pluripotentes induzidas (IPS).
 Imagem fornecida pela Universidade de Quioto

Na natureza, após a fecundação, o ovo divide-se e rapidamente aparecem as células que dão origem a todos os tecidos do corpo. São as células estaminais embrionárias pluripotentes que têm a capacidade de gerar todos os tipos de células.

Porém, com o desenvolvimento do embrião, as células especializam-se e perdem a capacidade de se transformar em células com diferentes funções (células nervosas, cardíacas, etc).
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sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Células estaminais. Em Portugal só há um pedido de uso de embriões para investigação

Por Marta F. Reis, publicado em 19 Out 2011

Justiça europeia recusa patentes de investigações com células estaminais embrionárias. Conselho de Ética fala de decisão “ultraconservadora”

A decisão apanhou de surpresa os especialistas europeus em células estaminais e está a ser considerada um obstáculo ao avanço na investigação clínica na Europa. O Tribunal de Justiça da UE considerou ilegal patentear investigações que tenham por base células estaminais extraídas de embriões, uma das apostas da medicina regenerativa que começa a dar frutos. Os cientistas temem a perda de interesse privado e a fuga de cérebros.

Em Portugal, só há um pedido de utilização deste tipo de células para investigação, disse ao i o presidente da Conselho Nacional de Procriação Medicamente Assistida (PMA), Eurico Reis. A lei da PMA, de 2006, permite que embriões excedentários de tratamentos de fertilidade, mediante a apresentação de um projecto ao conselho, possam ser usados em ciência. O primeiro pedido foi feito pelo Centro de Neurociências e Biologia Celular de Coimbra em Junho mas vai ser devolvido à equipa nos próximos dias, para que melhorem a fundamentação. “Tudo o que não passe por nós – mesmo embriões importados – é crime com pena de prisão”, alerta Eurico Reis.
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Investigador português quer tratar com células estaminais

Aplicação potencial em doenças do sistema nervoso central

CienciaHoje
2011-09-16

As células estaminais podem ser criopreservadas

Mário Grãos pretende tratar doenças com células manipuladas do próprio corpo a partir das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical.
No Biocant Park de Cantanhede, o investigador estuda as células estaminais mais centrado na potencial aplicação que estas podem ter nas doenças do sistema nervoso central causadas pela perda de mielina, uma substância que ajuda os nervos a receber e interpretar as mensagens do cérebro.

“Potenciais aplicações são as doenças desmielinizantes do sistema nervoso central, como por exemplo a esclerose múltipla, e outras desse tipo. Estamos a fazer ensaios laboratoriais com alguns resultados interessantes que permitem ter essa vontade de continuar. Estas células têm um potencial bastante alargado para esse tipo de doenças e para outras”, afirmou à Lusa.
O cientista coordena a investigação há dois anos e pretende dedicar os próximos a ensaios in vitro, depois passar para modelos animais e testar a função destas células para corrigir defeitos de desmielinização do sistema nervoso central.
As células estaminais podem ser criopreservadas e obter-se de vários locais do organismo. Assim, um paciente pode “utilizar as células do próprio organismo” para o regenerar. Isto é uma grande vantagem porque evita problemas de rejeição do organismo na transplantação.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Autoridades japonesas consideram transplante de células em operários de Fukushima

CienciaHoje
31-03-2011

As autoridades japonesas estão a ponderar recolher e congelar células de trabalhadores e engenheiros da central nuclear de Fukushima, no caso de estarem expostos a perigosos níveis de radiação, segundo avançou hoje o diário britânico «The Guardian».
Esta proposta é concebida como uma medida de precaução que poderá salvar a vida dos operários que se debatem por manter os reactores nucleares danificados sob controlo. Elevados níveis de radiação podem provocar doenças perigosas e até a morte, mas o estado dos pacientes pode ser tratado caso seja detectado a tempo e sejam submetidos a um transplante de células estaminais recolhidas antes da exposição.
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sábado, 25 de setembro de 2010

Portugueses descobrem mecanismo para a reparação de danos cerebrais

CienciaHoje
2010-09-22


Uma investigação desenvolvida no Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra permitiu descobrir o mecanismo de acção do óxido nítrico na proliferação de células estaminais neuronais, um avanço importante para a reparação de danos cerebrais.

O estudo, publicado recentemente na Stem Cells, analisou a “proliferação de células estaminais neuronais sob a acção do óxido nítrico, clarificando o mecanismo de acção deste potencial alvo terapêutico para medicina regenerativa”.

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sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Neurónios criados a partir de células da pele

Estudo sobre Medicina regenerativa publicado na «Nature»
Um estudo, publicado ontem na revista «Nature», abre novas portas para que um dia seja possível retirar uma amostra da pele de um paciente para transformar células em tecido, para transplantes referentes a tratamento de doenças neurodegenerativas, como Parkinson e Alzheimer, ou para a cura de lesões de coluna e muitas mais.




Irv Weissman, director do Instituto de Células Estaminais e Medicina Regenerativa, da Universidade de Stanford – onde a investigação foi desenvolvida –, descobriu o primeiro tecido de células estaminais e ajudou a desenvolver novos tratamentos, usa-as para formar sangue puro e células estaminais de músculos do coração, que poderão ser usadas para tratar doenças cardíacas e do sistema sanguíneo.

O investigador conseguiu, a partir de células comuns da pele de ratos, transformá-las em neurónios e, segundo o cientista, são “totalmente funcionais” e “podem fazer todas as coisas principais que os neurónios fazem no cérebro”.

O artigo refere que para a experiência apenas foram usados três genes, para transformar as células cutâneas directamente em neurónios a que deram o nome de "células neuronais induzidas".

Células-tronco
Contudo, Weissman admitiu a um diário norte-americano que foi um processo “de alto risco”, por “não ter a certeza se iria funcionar”. Até agora, os cientistas consideravam que era necessário fazer as células regredirem a um estado mais primitivo antes que elas pudessem mudar de direcção.

Um dos grandes focos da Medicina regenerativa tem sido as ‘células-tronco’ embrionárias humanas, que têm a capacidade de criar qualquer tipo de tecido do organismo, mas o uso é ainda restrito e polémico.

Já trabalhos anteriores de Weissman, em ratos, puderam ser repetidos em humanos numa questão de meses. Entretanto, a sua equipa já está a tentar fazer o mesmo com células humanas.