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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Molécula artificial bloqueou todas as estirpes conhecidas do vírus da sida

"Quatro macacos Rhesus vacinados com um novo composto desenvolvido nos EUA resistiram à infecção pelo vírus da sida dos símios apesar de terem sido injectados repetidas vezes com altas doses do vírus. O resultado, que ainda precisa de ser confirmado e analisado em pormenor, foi publicado online na quarta-feira pela revista Nature.E já é considerado por alguns como uma via de investigação muito promissora para uma futura vacina preventiva contra a sida."

notícia completa aqui  http://www.publico.pt/ciencia/

sábado, 8 de março de 2014

Terapia genética permitiu aumentar resistência contra o VIH de pessoas infectadas

Quando os linfocitos T apresentam uma dada mutação,  o VIH (visto aqui a sair
de um linfócito infectado)  não consegue penetrar nelas 
 AFP/HO/INSTITUTO PASTEUR
 Por
Uma equipa de cientistas norte-americanos conseguiu manipular geneticamente as células imunitárias de pessoas seropositivas e fazer assim diminuir a carga viral de algumas delas, que entretanto tinham interrompido o seu habitual tratamento antiretroviral. Os resultados foram anunciados esta semana na revista The New England Journal of Medicine.
“Este é o primeiro grande avanço na área da terapia genética do VIH desde que foi demonstrado que o ‘doente de Berlim’, Timothy Brown, estava livre do VIH”, disse John Rossi, do centro do cancro City of Hope na Califórnia, citado no site da revista Nature."
...
"Uma semana depois, os cientistas constataram, nas pessoas que tinham interrompido o tratamento químico, um marcado pico no número de linfócitos T manipulados presentes no organismo. E apesar de esses níveis terem vindo a decrescer ulteriormente, permaneceram elevados nas semanas que se seguiram à inoculação. Os autores também observaram a presença de linfócitos T mutados no tecido imunitário da mucosa intestinal dessas pessoas, tecido que se sabe ser um importante “esconderijo” do vírus da sida no organismo. São aliás estes reservatórios latentes que fazem com que o vírus ressurja, passados uns tempos, quando o tratamento antirretroviral é interrompido."
noticia completa
 
 
 
 Consultar:

VIH: três décadas em números

                 Passados 30 anos após ter sido detectado o primeiro caso de VIH em Portugal, o PÚBLICO faz um retrato que vai do ciclo 
de vida do vírus até às formas de contágio e principais estimativas mundiais e nacionais. O aparecimento de medicamentos anti-retrovirais permitiu passar a esperança de vida de meses para duas ou três décadas – pelo que há agora mais pessoas a viver infectadas, apesar de o número de novos casos estar a cair.
 
 
 
 
 

Outro bebé nascido com VIH talvez em remissão

 Pela segunda vez, tratamento com anti-retrovirais de bebé recém-nascido infectado pelo VIH eliminou sinais da infeção.

 Por

           
Um bebé que tem hoje nove meses de vida e que nasceu infectado pelo vírus da sida tornou-se desde então seronegativo e poderá ter sido “curado”, anunciaram cientistas norte-americanos.
A razão desta aparente remissão: o facto de os médicos terem começado a administrar-lhe, apenas quatro horas após a nascença, um cocktail de anti-retrovirais em doses terapêuticas. O resultado foi anunciado na quarta-feira durante um congresso médico em Boston, numa comunicação proferida por Deborah Persaud, da Universidade Johns Hopkins (EUA), ao resumo da qual o PÚBLICO teve acesso.
 ...o bebé, que continua a ser tratado com uma triterapia anti-retroviral num hospital da Califórnia, não apresenta actualmente níveis detectáveis do vírus da sida no sangue e os seus níveis de linfócitos CD4 e CD8 (glóbulos brancos do sangue que são alvos preferenciais do VIH) são normais.
 
 
 
 

quinta-feira, 6 de março de 2014

Injeções de antirretrovirais protegem macacos do HIV por várias semanas

5 de março de 2014 
Injeções de antirretrovirais protegem macacos do HIV por várias semanas
http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/
 

Ensaio clínico com 175 pessoas está previsto para começar no final deste ano 

As injeções de antirretrovirais contra o vírus que causa a Sida protegeram macacos durante várias semanas após a infeção, uma conquista que abre caminho para prevenir a doença em seres humanos, de acordo com dois estudos americanos divulgados na terça-feira.
 
 
 
 
Os estudos, realizados por duas equipas diferentes de virologistas, revelaram uma proteção completa nos animais que receberam uma injeção mensal de antirretrovirais.
Testes clínicos realizados nos últimos anos têm demonstrado que ingerir pequenas doses diárias de medicamentos antirretrovirais podem reduzir em mais de 90% o risco de infeção por um parceiro sexual HIV-positivo, uma abordagem chamada profilaxia pré-exposição, de acordo com cientistas, que apresentaram os trabalhos na conferência anual sobre Retrovírus e Infeções Oportunistas (CROI), em Boston, nos Estados Unidos.
 

domingo, 24 de março de 2013

Projeto português para eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos afetados

CienciaHoje
2011-05-02
Por Susana Lage (texto)

"O investigador João Gonçalves, da Faculdade de Farmácia e do Instituto de Medicina Molecular em Lisboa, acaba de receber um financiamento da Fundação Bill & Melinda Gates para desenvolver nanopartículas com propriedades terapêuticas capazes de eliminar o vírus HIV-1 de indivíduos infectados." De acordo com João Gonçalves, “a latência viral é um processo pelo qual o HIV-1 fica residente nos linfócitos e não se replica activamente. Quando as condições são propícias as células ficam activadas e o vírus replica-se. Estas células são chamadas de santuários do HIV-1 porque o vírus pode ficar ‘escondido’ do sistema imunitário nesses locais durante toda a vida do doente. Desse modo, a SIDA é considerada uma doença incurável porque o vírus não pode ser eliminado do organismo. O projecto propõe alterar esta situação, matando as células que estão infectadas pelo HIV-1 de modo a eliminar o vírus dos doentes infectados. As células que não estão infectadas serão poupadas a esta estratégia”.
  Continuar a ler... http://www.cienciahoje.pt/index.php?oid=48775&op=all
http://sdcidad.blogspot.pt/2010/12/uma-mutacao-genetica-rara.html

segunda-feira, 4 de março de 2013

Viver com HIV

Esta reportagem conta a história de Alexandra Delgado, uma jovem de 19 anos que vive com HIV desde que nasceu. Lidar com os estereótipos de uma sociedade pode ser muito difícil. Alexandra

Publicado em 23/10/2012




Momentos de Mudança: A Vida Como um Filme (Outubro de 2012)

http://sicnoticias.sapo.pt/programas/momentos-mudanca/2012/10/11/alexandra-viver-com-hiv

Primeiro bebé curado do vírus da sida

Investigadores norte-americanos anunciaram este domingo a cura da menina, que nasceu infetada com o VIH.
A intervenção precoce - começou a tomar anti-retrovirais 30 horas depois de ter nascido - terá sido o fator determinante.

VEJA O VÍDEO
Ler mais: http://visao.sapo.pt/primeiro-bebe-curado-do-virus-da-sida=f716305#ixzz2Mb3LSwiZ
   

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Cientistas conseguem bloquear entrada de VIH e ébola nas células

 27 de Fevereiro, 2013
"A equipa de investigadores do Serviço de Microbiologia do Hospital 12 de Outubro de Madrid conseguiu bloquear a entrada dos vírus VIH e ébola nas células do sistema imunitário para impedir que se espalhem por todo o corpo."
...
"A investigação, na qual os cientistas estão a trabalhar há 10 anos, encontra-se na primeira fase, sendo o passo seguinte o estudo com pequenos animais."
...
 continua aqui
Lusa/SOL
O virus que causa a SIDA, o HIV, utiliza um receptor celular para entrar na suas células hospedeiras: os Linfócitos T CD4 (Linfócitos T auxiliares) . Ao reproduzir-se, o HIV destrói os LT auxiliares, comprometendo a resposta imunitária. 
SIDA significa “Síndrome de Imunodeficiência Adquirida”.  As pessoas infectadas por HIV estão suheitas a padecer de todo tipo de infecções por perda dos seus LT auxiliares (LTh).


adaptado de http://www.genomasur.com/BCH/BCH_libro/capitulo_08.htm


terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Doentes com SIDA testam vacina que promete a cura da doença

Medicamento começa hoje a ser testado em 48 seropositivos

SAPO Saúde
29 de janeiro de 2013  
"... O laboratório de biologia experimental do Hospital de Timone, em Marselha, prepara-se para testar em 48 seropositivos uma vacina que promete trazer a cura para a SIDA, escreve o Le Monde.
A vacina, que foi testada com sucesso em animais, é um raio de esperança para os doentes infetados com VIH. Os testes, que se seguirão à primeira dose, começam nos próximos dias.

Os doentes deverão ser injetados outras duas vezes no espaço de um ano para se aferir a dose mais indicada no combate à doença. Os primeiros resultados da vacina devem ser conhecidos nos próximos cinco meses.
A vacina contém uma molécula que ataca a proteína TAT, responsável por impedir que o sistema imunitário dos doentes se livre das células infetadas.

Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2011, existiam 34 milhões de pessoas no mundo com o vírus VIH, ano em que se contou 2,5 milhões novos casos. Desde a sua descoberta, em 1983, o vírus causou mais de 30 milhões de mortos e calcula-se que 1,8 milhões de pessoas morrem anualmente devido ao VIH/SIDA.


Em Barcelona, outra vacina
..."
notícia completa aqui
Ler também CienciaHoje
Ler mais

terça-feira, 31 de julho de 2012

Doenças Sexuais - VIH/Sida

VIH/Sida: Mais de 900 casos de infeção diagnosticados em 2011, 60% entre heterossexuais
 
Segundo um relatório sobre a situação da infeção VIH/sida em Portugal em dezembro de 2011, esta semana divulgado pelo Instituto Ricardo Jorge, dos casos diagnosticados nesse ano 608 estavam na categoria de transmissão “heterossexual”, 258 em “homo/bissexual” e 95 entre toxicodependentes, o que corresponde a menos de 10% dos casos.
ler noticia aqui

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Vencedora de Nobel diz que pandemia da SIDA pode ser eliminada até 2050

Vencedora de Nobel diz que pandemia da SIDA pode ser eliminada até 2050
Económico
 20/07/12

A professora Françoise Barré-Sinoussi, vencedora do prémio Nobel da Medicina em 2008 por ter ajudado a descobrir o vírus da SIDA, defende hoje que a cura da doença está à vista, graças a recentes descobertas científicas.
Em entrevista à AFP, a propósito da conferência que vai dar em Washington sobre a doença, a laureada com o Nobel afirmou que, "em princípio", será possível eliminar a pandemia da SIDA até 2050 caso os obstáculos ao acesso a medicamentos próprios sejam eliminados.
As principais barreiras não são científicas, mas políticas, económicas e sociais, criticou, referindo que o principal problema é a falta de acesso aos testes e drogas nas áreas pobres e rurais e o estigma em torno do vírus, prejudica a sua deteção precoce e tratamento.
...
O número de pessoas em tratamento aumentou 20 por cento entre 2010 e 2011, atingindo 8 milhões nos países mais pobres.
No entanto, este número representa apenas metade das pessoas que deviam estar em tratamento em todo o mundo, o que sugere que há ainda muito mais a fazer, defendeu François Barré-Sinoussi.
Mais de 34 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV, número que representa um recorde de sempre, sendo que cerca de 30 milhões já morreram de causas relacionadas com a SIDA, desde que a doença surgiu na década de 1980, de acordo com as Nações Unidas.
http://economico.sapo.pt/noticias/vencedora-de-nobel-diz-que-pandemia-da-sida-pode-ser-eliminada-ate-2050_148773.html


quarta-feira, 7 de março de 2012

domingo, 18 de setembro de 2011

Gero Hütter: o médico que enganou o vírus VIH/SIDA


Especialista alemão foi o primeiro do mundo a curar um portador da doença

CienciaHoje
2011-09-16
Por Marlene Moura (texto)

É possível imitar, em laboratório, uma mutação genética que bloqueia a proteína CCR5, responsável pela entrada do vírus VIH/SIDA nas células de defesa do organismo”, segundo afirmou ao «Ciência Hoje» (CH) o hematologista alemão Gero Hütter, do Hospital Universitário Charité de Berlim (Alemanha), presente hoje na VI edição do Young European Scientist (YES) Meeting, a decorrer no Porto até ao próximo domingo.
Hütter foi o primeiro médico a conseguir “curar” um doente – o executivo norte-americano Timothy Ray Brown – de VIH e leucemia, através de um transplante de medula. Brown é provavelmente o primeiro paciente no mundo a ficar aparentemente livre do vírus da SIDA, através de uma terapia médica. No entanto, o oncologista alemão prefere dizer que “não tem quaisquer sinais da doença desde há quatro anos e meio”, em vez de referir-se ao executivo transplantado como “curado”.

continua  ...
 
Mesmo se a investigação científica aponta a terapia genética como a grande solução para tratar o VIH, o especialista assinala que carece de mais investigação, já que pelo menos “32 por cento dos doentes não resistem ao transplante de medula” e, precisamente por ser um procedimento de risco “é aplicado em pessoas que também sofrem de leucemia” – uma doença que se apresenta terminal.

Protecção natural contra VIH

Todo este procedimento abriu novas portas, já que “manipular a replicação do vírus é possível” e promete novas aplicações terapêuticas, “reproduzindo a proteína CCR5 em laboratório” e proceder à terapia genética, mas “ainda não sabemos que riscos podem daí advir e, por isso, precisamos de mais investigação”.
Hütter salienta também que “algumas pessoas têm uma protecção natural contra o vírus do VIH” [documentada por investigadores canadianos em prostitutas africanas que estiveram directamente em contacto com portadores], verificando-se nelas "uma baixa produção de CCR5"; porém, “poderão mesmo assim ser portadores”, ressalva.
(leia a notícia completa aqui)

domingo, 12 de junho de 2011

Investigador português identifica proteínas que podem combater o HIV

André Raposo desenvolveu importante estudo na Universidade de Oxford
CienciaHoje
2011-06-11

Por Luísa Marinho
Uma importante descoberta do investigador português André Raposo, durante o seu pós-doutoramento na Universidade de Oxford, pode abrir portas ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o HIV.
Em conversa com o «Ciência Hoje», o investigador explica que foram identificadas "potenciais proteínas antivirais que poderão vir a ser incluídas no desenvolvimento de vacinas/antiretrovirais contra o HIV".
O estudo, a ser publicado na edição de Julho do «Journal of Immunology», debruça-se sobre a capacidade imuno-reguladora que os linfócitos T4 (glóbulos brancos) têm em suprimir infecção por HIV em macrófagos. André Raposo explica: "Acreditamos que os macrófagos são as primeiras células do sistema imunitário a serem infectadas pelo vírus. No entanto, este não induz a morte destas células, residindo dentro delas durante largos períodos de tempo".
E é durante esse tempo que os macrófagos transmitem o vírus a outras células, nomeadamente aos linfócitos T, que acabam por não resistir ao vírus e morrem, levando à SIDA. Nas experiências em laboratório, André Raposo descobriu que os linfócitos T, antes de serem infectados pelo HIV, "segregam proteínas de grande massa molecular para o meio extracelular, que uma vez em captadas pelos macrófagos induzem a diminuição dos níveis de receptores CD4 (nos macrófagos), essenciais para o vírus entrar nas células". Sem estas moléculas "não se estabelece infecção".
"Uma cura efectiva para a infecção por HIV ainda esta longe de ser encontrada"
Usando novas técnicas de isolamento e enriquecimento de proteínas a equipa de investigadores, em colaboração com o Centro de Espectrometria de Massa da Universidade de Oxford, conseguiu identificar as proteínas segregadas pelos linfócitos T que induzem a diminuição dos níveis de moléculas CD4 nos macrófagos. 
 "As proteínas identificadas não só induzem essa diminuição mas também alteram o fenótipo destas células tornando-as menos susceptíveis de serem infectadas". O trabalho descreve também os mecanismos moleculares que levam a diminuição dos níveis de CD4, e estes envolvem a actividade da proteína quinase C e do factor de transcripcao NF-kB, para além dos organelos especializados na degradação de proteínas chamados os proteasomes.

notícia completa

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Ainda nascem crianças seropositivas em Portugal


A transmissão do VIH de mãe para filho caiu a pique em 15 anos. Em 1995, era de 20% e no ano passado de apenas 2,5%


"Eu tenho um dragão dentro de mim, que mato com a comida, com a água e a dormir. Precisamos de muita coragem. continua aqui...


A SIDA em números


Consulte os dados relativos a Portugal.

De acordo com o último relatório da ONUSIDA há no mundo 33,3 milhões de pessoas infectadas pelo VIH . Desde o inicio da epidemia, em 1981, foram infectadas mais de 60 milhões de pessoas e morreram quase 30 milhões. 5,2 milhões de pessoas com VIH já recebem tratamento mas para cada pessoa que recebe tratamento, há 2 novas infecções. Veja em baixo os dados relativos a Portugal.

http://saude.sapo.pt/noticias/saude-medicina/a-sida-em-numeros.html

http://saude.sapo.pt/dossiers/vih

http://dn.sapo.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1724467

domingo, 7 de novembro de 2010

Variação em proteína pode provocar a imunidade natural ao HIV

2010-11-05
Uma pequena proteína poderá ser a chave dos casos raros de imunidade natural ao vírus da sida, permitindo às pessoas que a tenham combater a infecção sem tratamento. Este estudo, levado a cabo pelo Instituto Ragon (parceria entre o Massachusetts General Hospital, o MIT e a Universidade de Harvard), de Boston (EUA), está agora publicado na revista «Science».
Os cientistas descobriram que variações em cinco aminoácidos numa proteína chamada HLA-B estavam ligadas à imunidade natural ao HIV. “Entre os três mil milhões de nucléotidos – componentes elementares do ADN – que se encontram no genoma humano, apenas um punhado faz a diferença entre as pessoas que podem ficar de boa saúde sem tratamento, apesar de uma infecção com o HIV”, afirmou Bruce Walker, co-autor do estudo e director do Instituto Ragon.

Para identificar as diferenças genéticas que poderão conferir a imunidade rara, a equipa internacional de investigadores recrutou 3500 pessoas em diferentes clínicas do mundo, das quais 2500 sofriam de uma infecção progressiva do vírus da sida.
Recorrendo ao vasto estudo comparativo dos genomas, que testa as variações genéticas em um milhão de pontos do genoma humano, os cientistas identificaram aproximadamente 300 sítios estatisticamente ligados ao controlo imunitário do HIV. Estes sítios estão todos na região do cromossoma 6, que codifica as proteínas HLA.

Sem recorrer à sequência completa desta região do genoma, os autores do estudo desenvolveram uma técnica que permitiu isolar os aminoácidos, que têm um papel-chave no controlo viral.

Artigo: The Major Genetic Determinants of HIV-1 Control Affect HLA Class I Peptide Presentation

sábado, 10 de julho de 2010

Descobertos anticorpos que podem impedir infecção por HIV

Estudo de investigadores norte-americanos é publicado hoje na revista «Science»

CienciaHoje
2010-07-09




ver também dados de 2009 aqui: http://www.indexmundi.com/map/?v=35&l=pt

Investigadores do Instituto Nacional de Saúde norte-americano descobriram dois anticorpos capazes de bloquear, em laboratório, a maior parte dos tipos de vírus da imunodeficiência humana (VIH), abrindo caminho a uma vacina eficaz contra a sida.
O estudo é hoje publicado na revista «Science».


Mais de um quarto de século sobre a identificação do VIH, responsável por 30 milhões de mortos em todo o mundo, a procura de uma vacina contra a infecção continua a ser uma constante.

De acordo com os autores do trabalho, os dois anticorpos descobertos – VRCO1 e VRCO2 – mostraram um elevado potencial a impedir a infecção de células humanas para 90 por cento das variedades de VIH em circulação. Os investigadores demonstraram também o mecanismo biológico pelo qual os anticorpos bloqueiam o vírus.

“A descoberta destes antigenes com poderes excepcionais na neutralização do VIH e a análise à forma como eles operam representam avanços que vão acelerar os nossos esforços para descobrir uma vacina capaz de proteger de forma abrangente contra o vírus da sida”, explica Anthony Fauci, director do Instituto de Alergias e Doenças Infecciosas norte-americano, que co-dirigiu as equipas de investigação...

...Os virologistas descobriram estes anticorpos produzidos naturalmente pelo organismo no sangue de um seropositivo. Conseguiram depois isolá-los através de um novo instrumento molecular.

Após esta descoberta, os investigadores começaram a desenvolver os componentes de uma vacina que pode ensinar o sistema imunitário humano a produzir grandes quantidades de anticorpos semelhantes aos anticorpos VRCO1 e VCRO2.

Artigo: Rational Design of Envelope Identifies Broadly Neutralizing Human Monoclonal Antibodies to HIV-1

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Mais uma do virus da SIDA!

Como entra o vírus da SIDA no organismo da mulher?
Transmissão através da mucosa genital é responsável por 90 por cento das infecções

2010-04-19
CienciaHoje

"...Não se trata nem de úlceras nem de feridas genitais. Os investigadores repararam que é o próprio VIH que consegue enfraquecer as células epiteliais, responsáveis pela formação de uma barreira que impede a entrada de organismos estranhos de passar ao interior do corpo.
 
O vírus desenvolveu a sua própria estratégia para intimidar estas células e atravessar sem grandes dificuldades a mucosa genital, segundo o estudo publicado na Plos Pathogens. “Trata-se da primeira vez que se demonstra que o HIV ataca directamente as funções desta porta de entrada”, afirma Charu Kaushic, professora de terapia genética e coordenadora deste trabalho..."

 ler artigo completo

sábado, 13 de março de 2010

VIH esconde-se na medula óssea

Investigação facilita detecção do vírus


CienciaHoje
2010-03-12

«Investigadores norte-americanos detectaram o método que o vírus da SIDA usa para se esconder e permanecer indetectável, de modo a lançar posteriormente novos ataques.
Segundo um estudo, publicado na Nature Medicine, o VIH permanece latente na medula óssea das pessoas infectadas.
Quando as células imaturas do sangue se tornam adultas, a propagação do vírus é reactivada.
O trabalho pode explicar o porquê dos medicamentos  actua contra o vírus apenas funcionam se forem tomados durante toda a vida − quando o tratamento é interrompido, o vírus retorna e expande-se novamente.
A descoberta pode fornecer uma nova maneira de conseguir o que ainda é impossível: erradicar a SIDA.»

                  célula da medula óssea