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domingo, 9 de setembro de 2012

Biologia do RNA pode ser a ‘chave’

Biologia do RNA pode ser a ‘chave’ para controlo do metabolismo

 
Estudos indicam que o RNA regula a expressão da informação genética (Crédito: Carleton College)
2012-09-05
CienciaHoje
Por Susana Lage

A biologia do RNA tem implicações no estudo de muitas doenças e na compreensão da regulação da expressão genética e na evolução. Recentemente, as ribozimas, miRNA, siRNAs, e muitos outros tipos de RNA não codificantes funcionais, foram descobertos e há estudos que indicam que o RNA regula a expressão da informação genética, desempenhando um papel importante no controlo do metabolismo.

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Tumores mamários

Carlos Caldas explica como tumores mamários resistem a tratamentos - Padrões de ligação de estrogénio variam em cancros de prognóstico diferente

CienciaHoje
2012-01-11
Por Marlene Moura (texto)
Células cancerígenas dependem de estrogénio para sobreviver.
 "Uma equipa de investigadores, especializados em cancro, do Instituto de Investigação de Cambridge ( Cambridge Research Institute), onde se destaca o cientista português Carlos Caldas*, descobriu de que forma os receptores de estrogénio (ER) se ligam a diferentes partes do DNA em pacientes com cancro da mama, especialmente nos que têm mais apetência para ter uma recaída, segundo avançou um estudo publicado na «Nature».
Para o cientista português, que assina o artigo com o seu colega J. Carroll, “a observação mais importante é o facto de o receptor de estrogénio (ER) ter um padrão ‘de ligação’ ou ‘binding’ no genoma, que difere nos tumores de bom e mau prognóstico, porque pelo menos três quartos de cancros da mama são positivos para o receptor do estrogénio".
Esse ER, no fundo, “é uma proteína existente no citoplasma das células, que quando ligada pela hormona feminina Estrogeneo migra para o núcleo, funcionando como um “factor de transcrição”, que por sua vez se liga ao DNA”, segundo explicou ao jornal «Ciência Hoje»."
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... Recorde-se que "o ER regula programas de transcrição de genes que levam à sobrevivência de células cancerígenas”, concluiu.

*O cientista português Carlos Caldas é actualmente docente no Departamento de Oncologia na Universidade de Cambridge e investigador no Cancer Research UK Cambridge Research Institute.

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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Maria do Carmo Fonseca vence Prémio Pessoa 2010

2010-12-17
CienciaHoje

Maria do Carmo Fonseca, de 51 anos, directora executiva do Instituto de Medicina Molecular (IMM) da Universidade de Lisboa, venceu hoje o Prémio Pessoa 2010. É a primeira mulher cientista a ganhar, isoladamente, o galardão. Até hoje foram distinguidos os seguintes investigadores: António Damásio e Hanna Damásio, João Lobo Antunes e Manuel Sobrinho Simões.



Segundo Francisco Pinto Balsemão, presidente do júri, disse hoje em conferência de imprensa no Palácio de Seteais (Sintra), a atribuição advém da “hierarquia de uma excelência que se tem afirmado cada vez mais, nos últimos anos”. E continuou: “O júri quis sublinhar a importância da ciência no desenvolvimento do país e a sua confiança no futuro da investigação básica em Portugal”.

O presidente do júri justificou a atribuição do prémio à directora executiva do IMM pela "cultura de rigor" na prática científica que este instituto promove e que tem sido "determinante na atracção de uma plêiade de jovens investigadores, muitos dos quais doutorados fora do país".

A especialista em genética molecular recebeu hoje com "muito orgulho e grande satisfação" a notícia, e considerou que "não poderia ter havido melhor altura para passar uma mensagem e voto de confiança na ciência” que se faz por cá. "Sou uma, entre muitos cientistas portugueses, que fez a sua formação no estrangeiro e optou por regressar para fazer investigação em Portugal" e, também porque "tomei esta decisão, estou a ajudar a construir um instituto para atrair jovens investigadores que estejam no estrangeiro para virem fazer a sua ciência no nosso país”, acrescentou.

A directora do Instituto de Medicina Molecular, Maria do Carmo Fonseca, é a vencedora da edição 2010 do galardão. Dinheiro vai ser todo investido em investigação.

Aprovação consensual

O investigador Alexandre Quintanilha escreveu em comunicado que “é altamente merecida" a distinção a esta cientista cujo trabalho “tem contribuído fortemente para o desenvolvimento da área das ciências da vida e da saúde em Portugal" e que "continua a ter impacto no domínio da biologia molecular e celular".

Por seu lado, Raquel Seruca, vice-presidente do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP), aplaudiu a atribuição do Prémio Pessoa 2010 e refere-se a Maria do Carmo Fonseca como uma “cientista de topo” que “tem feito a diferença na criação de um instituto ligado à ciência básica e de translação em Portugal e tem contribuído para levar Portugal a vários comités internacionais da maior categoria científica”.
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A investigação de Maria do Carmo Fonseca centra-se “na melhor compreensão de doenças causadas por erros da natureza", através do processo de descodificação das células humanas
 

CienciaHoje (2005-04-24)
O Programa EuroDYNA reúne cientistas de várias áreas – biólogos, bioquímicos, matemáticos, físicos -, em projectos de investigação transdisciplinares. Como resultado do primeiro concurso de projectos, foram seleccionadas apenas 9 de entre as 57 propostas apresentadas a concurso, entre as quais a proposta coordenada pela Profª Maria do Carmo Fonseca. Os coordenadores do 9 projectos agora financiado fazem parte do Conselho Científico do Programa EuroDYNA, que tem, entre outras, a importante missão de definir uma política de funcionamento em rede dos vários projectos.


 O programa de investigação EuroDyna surge como resultado da recente elucidação da estrutura do genoma de vários organismos, incluindo o genoma humano. Uma vez identificada a estrutura de um genoma, é necessário compreender a sua função, ou seja, compreender de que forma o genoma codifica a expressão dos milhares de genes que o compõem.
Os princípios e os mecanismos de controlo da expressão genética são vitais para o entendimento de inúmeras doenças e para o desenvolvimento de processos de engenharia genética, como, por ex., processos utilizados em terapia genética ou em engenharia de células estaminais.
A compreensão dos mecanismos de funcionamento dos genes é essencial para o desenvolvimento de novas tecnologias genéticas com aplicações terapêuticas.
 O grupo de investigação coordenado pela Profª Maria do Carmo Fonseca dedica-se particularmente a desvendar o processo de descodificação da informação genética nas células humanas. Este grupo de investigadores está interessado em estudar os sistemas de controlo de qualidade que operam nas células e o modo como falhas nestes sistemas provocam doenças.

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Maria do Carmo Fonseca - Uma vida na Ciência
 Foi a primeira mulher a receber o prestigiado Prémio DuPont de Ciência. O trabalho que coordena na Faculdade de Medicina de Lisboa já deixou marcas na comunidade científica internacional



O Prémio DuPont, instituído em 1991 por Severo Ochoa, foi criado precisamente com o objectivo de incentivar e valorizar trabalhos que contribuam para o avanço da ciência.
Em 2002, foi a primeira vez que o prestigiado galardão permitiu a candidatura de portugueses. Venceu uma cientista nacional. Por unanimidade. Como explica de forma apaixonada, é à Genética Molecular que tem dedicado os últimos anos da sua carreira de investigadora. "Os genes contêm a informação que determina a célula. Decidi estudar o seu surgimento para perceber de que modo é que dá origem a células com funções diferentes. Se soubermos como funciona o gene, percebemos a raiz da doença."


Ou seja, uma vez decifrado o seu modo de funcionamento, poderá perceber-se como corrigir o que está errado e encontrar tratamentos, já que "a maior parte das doenças, como o cancro, são causadas por alguma malformação genética".

E com a mesma naturalidade revela que os 30 mil euros (seis mil contos) do seu prémio serão para melhorar o laboratório a que tem dedicado os últimos 10 anos da sua carreira. "Vou doar o dinheiro para o que mais gosto de fazer. Isto é estatal, mas também é meu. Além disso, o prémio só foi possível graças ao trabalho de toda a equipa", justifica.


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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Telómeros - "Os cromossomas não atam os atacadores"

Investigadores portugueses elucidam paradoxo da biologia celular na «Nature» - Miguel Godinho, investigador principal do grupo de “Telómeros e Estabilidade Genómica”
CienciaHoje
2010-09-08

Miguel Godinho Ferreira, investigador principal do Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC), e a sua equipa elucidam um paradoxo com que os cientistas se deparam desde a descoberta dos telómeros (as pontas protectoras dos cromossomas), num estudo publicado na última edição da revista científica «Nature». Quando o DNA é danificado (por radiações ou fumo de tabaco, por exemplo) os cromossomas têm tendência a partirem-se, mas essas quebras são rapidamente unidas. No entanto, estas pontas naturais nunca se unem, permitindo desta forma a correcta segregação do material genético por todas as células do nosso corpo.

As pontas dos cromossomas são constituídas pelos telómeros - estruturas protectoras compostas por proteínas e ADN.
Infelizmente, em reposta a contínuas divisões celular, os telómeros desgastam-se e esta função protectora acaba por desaparecer à medida que envelhecemos. A perda resulta na junção das pontas dos cromossomas e, consequentemente, num “caos” genético - uma causa da formação de tumores em adultos. Compreender como as pontas dos cromossomas são protegidas da reparação de DNA e como as células respondem quando se perde essa protecção irá fornecer pistas importantes para a compreensão do envelhecimento, do cancro assim como de futuras intervenções terapêuticas.
As células respondem a quebras no DNA com a paragem da divisão celular, permitindo a acção dos respectivos mecanismos de reparação. Se as pontas dos cromossomas fossem também reconhecidas como DNA danificado, as células estariam constantemente a tentar repara-lo, o que levaria à morte celular e mutações. Os telómeros - as capas das pontas dos cromossomas formadas por proteínas e DNA - previnem que isto aconteça.

Modificação da histona

Através duma série de experiências meticulosas, a equipa Portuguesa, em colaboração com investigadores da Universidade de Illinois (Chicago), descobriu que o ponto fulcral reside na modificação duma proteína, uma histona, localizada nos telómeros. As histonas estão presentes ao longo dos cromossomas ajudando a empacotar DNA e têm um papel importante na regulação da actividade de genes. Os investigadores, que usaram como organismo modelo células de levedura de cerveja Africana (S. pombe), descobriram que esta histona presente nos telómeros não possuía o sinal químico necessário para induzir a paragem da divisão celular e consequente reparação.

Miguel Godinho Ferreira diz: “É incrível, mas parece que a capacidade da célula distinguir entre as pontas dos cromossomas e um dano no meio da cadeia de DNA reside nesta única alteração. De facto, ao longo do genoma esta histona retém o sinal químico, daí que se ocorrerem danos no DNA em qualquer outra região dos cromossomas, estes são reparados normalmente e as quebras unidas”.

As pontas dos cromossomas são constituídas pelos telómeros - estruturas protectoras compostas por proteínas e ADN.Os telómeros podem ser comparados às capas plásticas protectoras dos atacadores de sapatos: perdendo-se estas capas, os atacadores desfiam-se e vão desaparecendo. Da mesma forma, os telómeros encurtam ao longo das sucessivas divisões celulares ao longo da vida de um organismo (isto é, com o envelhecimento). Os telómeros são normalmente elongados pela enzima telomerase. Contudo, após o nosso nascimento, ela deixa de ser expressa na maior parte das células no nosso corpo.

Consequentemente, os telómeros vão ficando cada vez mais curtos e, ao perderem o seu o efeito protector, enviam sinais para que as células parem de proliferar e comecem a envelhecer. Para evitar este bloqueio à proliferação celular, em 85 por cento de todos os cancros, as células cancerosas reactivam a enzima perdida e desta forma conseguem continuar a dividirem-se indefinidamente.

Embora a reparação do DNA deva ser prevenida nos telómeros, a maquinaria de reconhecimento de quebras desempenha uma função essencial na activação da telomerase e no alongamento dos telómeros. Miguel Godinho Ferreira acrescenta que "as células eucariótas desenvolveram um mecanismo muito específico que permite recrutar e activar a telomerase enquanto todo processo de reparação ADN é impedido nos telómeros. O conhecimento dos detalhes da sua estrutura é crucial para que se compreenda a relação com o cancro, envelhecimento e outras doenças, bem como as múltiplas vias de intervenção que poderão conduzir a tratamentos mais eficazes”.

Continua dando particular ênfase à importância da investigação biomédica básica: “Quando Liz Blackburn, Carol Greider e Jack Szostak descobriram a telomerase e os telómeros nos anos 80, os galardoados do prémio Nobel em Fisiologia ou Medicina do corrente ano estavam longe de imaginar as implicações clínicas que estão agora a ser desenvolvidas. Tentavam ‘simplesmente’ resolver um problema académico relacionado com a síntese de novas cadeias de DNA durante a divisão celular. Da mesma forma, sentimo-nos honrados por poder agora contribuir para a elucidação deste mecanismo, mas conscientes que as implicações directas deste trabalho poderão ser visíveis só daqui a alguns anos”.

domingo, 3 de janeiro de 2010

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Diferença entre humanos e chimpanzés está na forma como utiizam os genes


Estudo revela que os factores de transcrição desempenham papel essencial


"... Já se sabia que os genes, por si só, não podem explicar as diferenças entre as duas espécies. Este estudo revela que as grandes diferenças na actividade genética dos seres humanos e dos chimpanzés, afectando aproximadamente 1000 genes, está ligada à acção de 90 factores de transcrição.


Os factores de transcrição são proteínas que se ligam a regiões específicas do DNA para promover ou reprimir a actividade de vários genes. Isso permite a determinados órgãos ou tecidos responder rapidamente a uma mudança ambiental ou a uma necessidade interna. ..." continua