sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Alforreca perigosa fecha praias da Costa

Sol, 24de Agosto 2012
 
Uma criança de cinco anos foi levada para o hospital após contacto com uma caravela portuguesa, na praia Morena, na Costa da Caparica. Esta é uma espécie de alforreca com tentáculos que podem atingir os 15 metros e que em contacto com a pele provoca uma forte reacção alérgica.

Caravela portuguesa (Physalia physalis)
Rara, mas perigosa

Em causa esteve o organismo conhecido por caravela portuguesa (Physalia physalis), que apesar do nome não costuma estar em águas lusas.
A caravela portuguesa é «uma das alforrecas mais perigosas que existem, mas raramente aparecem na costa continental portuguesa», conta ao SOL Carlos Sousa Reis, especialista em biologia marinha.
De acordo com o biólogo, esta espécie é constituída por uma estrutura emersa em forma de vela, de cor azulada e apresenta alguma transparência, à qual estão ligados tentáculos, que podem chegar aos 15 metros. Estão cobertos por milhares de células que possuem substâncias irritantes que em contacto com a pele libertam «veneno», que provoca dores intensas e imediatas.
Saiba o que fazer
Em caso de contacto físico, Carlos Reis deixa alguns conselhos. «Deve colocar-se compressas de água do mar e vinagre para alíviar a dor. Não se deve utilizar água doce ou álcool, provocam o aumento da libertação do veneno, também não convém esfregar a área atingida».
O manuseamento deste tipo de espécie marinha deve ser feito de «forma indirecta, evitando qualquer contacto directo», mesmo quando se encontrem no areal, pois «a toxina permanece activa ainda que o animal fique exposto ao sol várias horas», realça o especialista.
notícia completa aqui
 

terça-feira, 31 de julho de 2012

Música para neurónios!

 
 
Por Ana Margarida Nunes *
2012-07-26
CienciaHoje

O processamento da música no cérebro ocorre, em todos, da mesma forma, embora a mesma música, ou melodia, possa causar emoções contrárias, em situações diferentes.
No entanto, quase todos associamos música ao prazer. Isto deve-se ao facto de no cérebro existirem neurónios que são activados em regiões específicas, ligadas a mecanismos de recompensa.
ler a notícia aqui

* Licenciada em Biologia Microbiana e Genética pela Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa e doutorada em Neurociências pelo King's College London em 2009.

Doenças Sexuais - VIH/Sida

VIH/Sida: Mais de 900 casos de infeção diagnosticados em 2011, 60% entre heterossexuais
 
Segundo um relatório sobre a situação da infeção VIH/sida em Portugal em dezembro de 2011, esta semana divulgado pelo Instituto Ricardo Jorge, dos casos diagnosticados nesse ano 608 estavam na categoria de transmissão “heterossexual”, 258 em “homo/bissexual” e 95 entre toxicodependentes, o que corresponde a menos de 10% dos casos.
ler noticia aqui

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Negligência contribui para mau desenvolvimento do cérebro das crianças

CienciaHoje
2012-07-24
Equipa de investigadores analisou ressonâncias magnéticas de crianças institucionalizadas
ler texto integral aqui: CienciaHoje




"Ambiente pode influenciar fortemente o desenvolvimento do cérebro", dizem os investigadores


"Um estudo publicado na «PNAS» refere que a negligência psicológica e física nas crianças produz alterações consideráveis no seu cérebro. A investigação foi realizada no Hospital Infantil de Boston (EUA) através da análise de ressonâncias magnéticas que mostram uma diminuição de massa cinzenta e branca no cérebro de crianças internadas em instituições. O estudo refere também que as intervenções positivas podem reverter essas alterações."


 ...
... "As novas conclusões somam-se às de estudos anteriores realizados pela mesma equipa que mostram uma deterioração cognitiva em crianças institucionalizadas e também melhoras significativas em crianças que são acolhidas em lares de adopção.

A exposição à adversidade durante a infância tem um efeito negativo sobre o desenvolvimento cerebral, afirma Sheridan, que acrescenta que as implicações são muito amplas, não só para as crianças internadas em instituições, mas também para as crianças expostas ao abuso, ao abandono, à violência, à pobreza extrema e outras adversidades.
 ...
Os investigadores assinalam que os picos de crescimento da massa cinzenta em momentos específicos da infância indicam que o meio ambiente pode influenciar fortemente o desenvolvimento do cérebro.
A massa branca, ao contrário da cinzenta, desenvolve-se lentamente, pelo que pode responder melhor a terapias para reverter as alterações negativas.
Estudos anteriores realizados por esta equipa tinham já documentado que os défices sociais, de linguagem e de funcionamento cognitivo funcional das crianças institucionalizadas elevam as taxas de transtorno por défice de atenção, as dificuldade de funcionamento social e até o envelhecimento celular prematura."


sexta-feira, 20 de julho de 2012

Vencedora de Nobel diz que pandemia da SIDA pode ser eliminada até 2050

Vencedora de Nobel diz que pandemia da SIDA pode ser eliminada até 2050
Económico
 20/07/12

A professora Françoise Barré-Sinoussi, vencedora do prémio Nobel da Medicina em 2008 por ter ajudado a descobrir o vírus da SIDA, defende hoje que a cura da doença está à vista, graças a recentes descobertas científicas.
Em entrevista à AFP, a propósito da conferência que vai dar em Washington sobre a doença, a laureada com o Nobel afirmou que, "em princípio", será possível eliminar a pandemia da SIDA até 2050 caso os obstáculos ao acesso a medicamentos próprios sejam eliminados.
As principais barreiras não são científicas, mas políticas, económicas e sociais, criticou, referindo que o principal problema é a falta de acesso aos testes e drogas nas áreas pobres e rurais e o estigma em torno do vírus, prejudica a sua deteção precoce e tratamento.
...
O número de pessoas em tratamento aumentou 20 por cento entre 2010 e 2011, atingindo 8 milhões nos países mais pobres.
No entanto, este número representa apenas metade das pessoas que deviam estar em tratamento em todo o mundo, o que sugere que há ainda muito mais a fazer, defendeu François Barré-Sinoussi.
Mais de 34 milhões de pessoas no mundo vivem com HIV, número que representa um recorde de sempre, sendo que cerca de 30 milhões já morreram de causas relacionadas com a SIDA, desde que a doença surgiu na década de 1980, de acordo com as Nações Unidas.
http://economico.sapo.pt/noticias/vencedora-de-nobel-diz-que-pandemia-da-sida-pode-ser-eliminada-ate-2050_148773.html


quinta-feira, 19 de julho de 2012

Visita às escuras




Uma experiência "Fantástica"!
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Inaugurado em 1996, o Museu da Quinta de Santiago encontra-se instalado num edifício histórico, de finais do século XIX, mandado construir por João Santiago de Carvalho para sua residência.
Adquirido pela Câmara de Matosinhos em 1968 e, posteriormente, restaurado sob a direção do arquiteto Fernando Távora, o imóvel é testemunha privilegiada das profundas transformações urbanísticas e sociais que a cidade conheceu nos últimos cem anos.
Além do interesse arquitetónico do edifício, o Museu alberga três tipos de coleções: mobiliário, concordante com a época da sua construção, pintura e escultura.
A coleção de pintura tem por base três artistas relacionados de modo estreito com Matosinhos: António Carneiro (1872-1930), notável retratista e autor de dezenas de marinhas de Leça, de feição simbolista; Agostinho Salgado (1905-1967), natural de Leça, produziu inúmeras paisagens leceiras, de cariz naturalista; Augusto Gomes (1910-1976), pintor ligado ao neorrealismo, enalteceu os usos e costumes dos pescadores de Matosinhos nas suas telas.
As esculturas, expostas no interior da casa, nos jardins e em reservas visitáveis, são da autoria dos mestres Barata Feyo (1902-1990), Álvaro Siza, Gustavo Bastos, Ruy Anahory, Lagoa Henriques e Irene Vilar.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

mas ..."vale a pena estudar"

Desemprego por grau de qualificação

Visão 28/06/2012

Desemprego diplomado

Desempregados por áreas de estudo
Visão 28/06/2012

sábado, 23 de junho de 2012

Bom S.João!

Manjerico - Ocimum minimum L.

Diz a tradição popular: "É regar e pôr ao Luar". Não se aconselha tal, visto que a planta permanecerá demasiado tempo na humidade nocturna e poderá vir a ser vítima de fungos e acabar por apodrecer.

Pode apresentar um comportamento perene se as condições ideais forem reunidas (temperatura, água e exposição), embora no nosso país assuma quase sempre um comportamento anual.

É um excelente repelente de insectos. (in Plantas Aromáticas )

 Cuidados com o manjerico

À semelhança de outras plantas, também o manjerico requer alguns cuidados essenciais para se manter sempre bonito, aromático e vistoso. Destacamos os seguintes como principais:

  • Luz – O manjerico é uma planta que aprecia bastante luminosidade, mas que não deve ficar exposta a luz solar direta, pois esta pode queimar as suas delicadas e sensíveis folhas. O ideal é que a luz solar direta seja evitada, pelo menos, entre as 10 da manhã e as 6 da tarde.
  • Temperatura – É uma planta que gosta de alguma humidade no ar e que se dá melhor em temperaturas amenas, nem muito quentes, nem muito frias. Não tolera frio, geadas e calor intenso.
  • Rega – O manjerico é uma planta que necessita de bastante água e humidade para se manter saudável e bem verde. Por isso, a terra deve permanecer húmida, sendo necessário não deixa-la secar completamente ou corre o risco do manjerico secar e morrer prematuramente. Colocar um prato com água debaixo do vaso ajuda a manter a humidade nas horas de maior calor. Retirar a água à noite ajuda a prolongar a vida da planta. Quando exposto ao sol de forma regular, o manjerico tem de ser bem regado.
  • Solo – O manjerico deve ser plantado em vasos de barro e com uma boa drenagem, de forma a que as raízes da planta não fiquem demasiado encharcadas e consigam respirar. Opte por um solo com mistura de de terra com 1/3 de húmus e 2/3 de argila.

 

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Exame de Biologia e Geologia_1ª fase

Parecer sobre o Exame Nacional do Ensino Secundário de Biologia e Geologia (702) - 1ª Fase 2012

"Globalmente, a prova pareceu-nos equilibrada, balizada pelos programas homologados da disciplina, assim como bem articulada com a informação-exame divulgada pelo GAVE. Registamos igualmente um correto equilíbrio entre as componentes de Biologia e Geologia e a avaliação de competências nos domínios concetual e procedimental entretanto anunciada.
Entendemos que os critérios gerais e específicos de classificação, salvo situações pontuais, são coerentes cientificamente e globalmente adequados ao âmbito das questões.
A prova é composta por quatro grupos, partindo de suportes documentais excessivamente longos, complexos e de difícil interpretação, particularmente para o quadro conceptual de examinandos do 11º ano. Tanto na componente de Biologia como de Geologia, a prova incide sobre um conjunto de conteúdos reduzido, pouco representativo da abrangência dos programas. A saber, a componente de Biologia demasiadamente centrada em questões de Biologia Celular e Molecular, negligenciando a abordagem de sistemas orgânicos e uma visão mais macro dos sistemas vivos; a componente de Geologia concentrada em conteúdos que versam fundamentalmente temas de Tectónica/rochas/ recursos hídricos.

À semelhança de provas de exame de anos transatos, a prova reúne conjuntos de itens com graus de dificuldade diferenciados. Todavia, consideramos a existência de uma menor quantidade de itens que entendemos mais acessíveis, geralmente destinada a avaliar competências/conteúdos básicos da disciplina, o que compromete o equilíbrio/correlação entre as avaliações internas e externas e até a aprovação na disciplina para alunos admitidos a exame com classificações mais baixas.

Numa análise mais fina, alguns itens/critérios de classificação pontuais suscitam a nossa reflexão/comentário:

Grupo I, item 8 - Acerca dos critérios específicos de classificação, a referência a “ambientes sedimentares pouco profundos” não nos parece relevante, mas sim, a associação a condições de sedimentação fina.

Grupo II, item 9 - Relativamente aos critérios específicos de classificação, parece-nos que em alternativa aos processos discriminados (endossimbiose / transferência de genes / fusão de genomas), seria de considerar igualmente o termo simbiogénese, dado o seu significado mais abrangente, assim como a sua explicitação no texto não ser clara.

Grupo III, Figura 3 - denotamos uma excessiva complexidade analítica na interpretação da figura, assim como alguma incongruência com a informação do texto relativamente à definição dos aquíferos e à extensão das zonas de meteorização.

Grupo III, item 2 - o item é de difícil resolução na medida em que o documento é omisso em relação ao teor em sílica destas águas e os alunos desconhecem o comportamento desta molécula em soluções aquosas. Relativamente à competência avaliada, esta é redundante com o item de construção 7.

Grupo IV, gráficos 1A e 1B - concordamos da não relevância da gralha de impressão, nomeadamente por não ser pertinente na resolução dos itens. Recomendamos, porém, que os símbolos selecionados mantenham coerência de significado. Por exemplo - círculo negro deveria significar sempre 4% nesta representação pictórica."

A Direção Nacional da APPBG
20/06/2012


Documento integral retirado de APPBG

Exceto alguns aspetos referidos no primeiro parágrafo, concordo praticamente em tudo.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Nuno Crato dedica ano letivo de 2012/2013 à Ciência

Para estreitar a ligação entre a educação, a ciência e a cultura vai iniciar-se o programa “O Mundo na Escola”.
Através de um conjunto de ações adequadas aos diferentes níveis de ensino, o programa “fará chegar a todos” conhecimentos, conceitos e obras fundamentais nas várias áreas da ciência e da cultura.
Pretende-se “criar um clima que contribua para a consolidação de conhecimentos” e que fomente a curiosidade dos alunos “pelo mundo físico e cultural”.

O MEC tenciona aproximar a população escolar das instituições e dos profissionais que trabalham no domínio científico, através de diversas atividades, “rentabilizando os melhores recursos”.
No âmbito do Plano Nacional de Leitura, será preparada uma seleção de clássicos da literatura portuguesa para o ano letivo que vai iniciar-se em setembro, em articulação com a Secretaria de Estado da Cultura e com divulgação na rede de bibliotecas escolares e nas bibliotecas municipais.
Será igualmente elaborado um reportório de filmes para integrar um ciclo de cinema nas escolas dos diferentes níveis de ensino.
No documento indica-se ainda que a semana da leitura do próximo ano letivo será dedicada ao tema “Mar”, num trabalho conjunto com a Secretaria de Estado do Mar e o Projeto “Portugal Oceano”.
(...)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Vá para fora... CÁ DENTRO

Passeio verde: Descobrir os encantos da Mata Nacional do Buçaco!

É um dos mais belos locais do país, com a sua densa floresta, edifícios centenários, nascentes e muita história. Um pequeno paraíso que convida ao relaxamento e à introspeção com os sons da natureza como banda sonora.
mais informação aqui

 

Passeio verde: Descobrir os encantos da Mata Nacional do Buçaco!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Cursos de Verão

http://www.porto.ucp.pt/cvc/ 
inscrições aqui

"A Menina Que Calou o Mundo em 1992"

Este é o vídeo que vos deixo no final do ano letivo (em reposição):
Sevem Suzuki - A Menina Que Calou o Mundo em 1992 - http://drauziomilagres.blogspot.com - Drauzio Milagres - Façam Este Vídeo Ter "ECO" Pelo Mundo Todo - O evento foi a Eco/92 realizado de 03 a 14 de Junho de 1992 no Rio de Janeiro/RJ/Brasil - Discurso feito em 1992, mas atualíssimo, serve para os dias de hoje - Vergonha para o Brasil e para todos os governos no mundo - Os problemas continuam os mesmos e até mais graves - Políticos, dirigentes e empresários nada fizeram - E nós, cidadãos, não tivemos forças e coragem para exigirmos ações concretas e efetivas.
http://br.truveo.com/Sevem-Suzuki-A-Menina-Que-Calou-o-Mundo-em-1992/id/3930657575#

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Os templos do consumo

Que têm em comum Al Gore, a ficção científica, as catedrais góticas e as montanhas russas?
 - Todos estão juntos neste documentário que reúne as reflexões e revelações de uma das instituições mais populares da América do Norte: o centro comercial.






ler notícia 22/ABRIL/2012:



quarta-feira, 30 de maio de 2012

Investigação portuguesa determina contaminação por dioxinas no estuário do Mondego

Primeiro estudo a nível mundial revela que existe bioacumulação de dioxinas no meio marinho
2011-11-02
Por Luísa Marinho
Estuário do Mondego
Estuário do Mondego
Num estudo pioneiro, um grupo de investigadores da Universidade de Coimbra, conseguiu determinar valores de referência da contaminação por dioxinas na cadeia alimentar dos estuários.
Em conversa com o «Ciência Hoje», Miguel Pardal, do Centro de Ecologia Funcional daquela universidade, explicou que a mais-valia deste estudo, realizado no estuário do Mondego, foi perceber que existe “uma bioacumulação de dioxinas* no meio marinho”. Ou seja, as dioxinas vão acumulando-se ao longo da cadeia alimentar. Os peixes, no topo da cadeia, são os que possuem mais destes compostos, nomeadamente, o robalo, o linguado e a solha.
*As dioxinas são compostos extremamente perigosos e que se podem formar durante o processo da co-incineração.
Existem 75 dioxinas diferentes e 135 compostos semelhantes designados por furanos.
Formam-se na maioria dos casos por acção do calor, apresentando na sua constituição átomos de carbono (C), oxigénio (O), hidrogénio (H) e cloro (Cl). São portanto compostos orgânicos. O número de átomos, particularmente átomos de cloro, varia consoante a dioxina.
Estes compostos surgem como produtos de uma combustão incompleta ou durante o processo de branqueamento de pasta de papel. São extremamente perigosos uma vez que são cancerígenos, podendo surgir durante o processo de incineração; um estudo efectuado nos EUA revelou que desde 1989 mais de metade das dioxinas emitidas por aquele país para o ambinte resultam da acção dos incineradores, quer hospitalares, quer caseiros e da queima de florestas.
Fonte: Forum Ambiente, nº 59, pág. 40.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Fotossíntese artificial pode ser o futuro das energias renováveis

Fotossíntese - esquema resumo

Equipa de investigação está a desenvolver dispositivo utilizando nanotecnologia

Ciencia Hoje
2012-05-24
"...O hidrogénio é um elemento muito abundante na superfície da Terra, principalmente na sua forma combinada com oxigénio, ou seja, água (H2O). A molécula de hidrogénio (H2) contém muita energia que pode ser libertada quando se queima, devido à sua reacção com o oxigénio atmosférico, sendo o único resíduo do processo de combustão a água.

Para converter a água em combustível (H2) tem de se 'partir' a molécula H2O, separando os seus componentes. Para que o processo se realize se forma renovável (sem se recorrer a reservas fósseis) é necessário utilizar um dispositivo que empregue a energia da radiação solar sem nenhuma outra ajuda, que produza as reacções químicas que consigam partir a água e formar hidrogénio, tal como acontece às folhas das plantas. Por isso, este dispositivo é chamado de folha artificial.

O dispositivo é submerso numa solução aquosa e quando se ilumina com uma fonte de luz, produz bolhas de hidrogénio. Os investigadores utilizaram uma solução com um agente oxidante e estudaram a evolução do hidrogénio produzido pelos fotões.
..." ler mais aqui

Fotofosforilação acíclica: os eletrões não voltam à molécula de clorofila.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Há necessidade de controlo de águas residuais pós-tratamento

Ambiente permite disseminação de bactérias multirresistentes a antibióticos
CienciaHoje
2012-02-17
CESAM identificou novas sequências de genes envolvidos na resistência e virulência bacteriana
CESAM identificou novas sequências de genes envolvidos na resistência e virulência bacteriana
 
 
 
 

Uma equipa de investigadores do Centro de Estudos do Ambiente e do Mar (CESAM) da Universidade de Aveiro (UA) publicou um artigo que sublinha a necessidade da implementação de normas em Portugal e na Europa que obriguem à quantificação de genes e bactérias multirresistentes a antibióticos (de vários grupos químicos) após tratamento de águas residuais, contribuindo assim para evitar a sua proliferação no ambiente. Este é um tema que tem suscitado crescente preocupação por parte das autoridades de saúde em todo o mundo.
continua

quarta-feira, 23 de maio de 2012

Reacção em cadeia leva a morte de corais

 Equipa internacional descobre passos que levam a destruição de recifes
2012-05-23
Miriam Weber mediu as concentrações de oxigénio. <br> (Crédito: C. Lott/HYDRA Institute/Max Planck)
Miriam Weber mediu as concentrações de oxigénio.
(Crédito: C. Lott/HYDRA Institute/Max Planck)
A depleção de oxigénio e a acidez do meio ambiente criam uma reacção em cadeia que leva à morte dos corais. Investigadores do Max Planck Institute para a Microbiologia Marinha, em Brema (Alemanha) em colaboração com colegas australianos, italianos e do Sultanado de Omã estudaram como é que estes animais marinhos morrem quando expostos à sedimentação.
A formação de recifes de corais de pedra cobre a superfície das regiões tropicais costeiras, a 30 graus do Sul e Norte do Equador. Os pólipos de coral constroem os esqueletos de carbonato que se formam nos recifes há centenas a milhares de anos. A fotossíntese das algas simbióticas dentro dos pólipos produz oxigénio e carbo-hidratos de dióxido de carbono e água, alimentando-os ao mesmo tempo.
Desde os anos 80 que o processo de descoloração está em estudo: temperaturas elevadas de um para três graus induzem as algas a produzir toxinas. Os pólipos reagem expelindo as algas e o recife de corais vai perdendo a cor, tal como se fosse branqueado. Sem uma relação simbiótica o coral apenas sobrevive algumas semanas.
continua...
Cienciahoje _Notícia completa

terça-feira, 22 de maio de 2012

Final das VII Olimpíadas de Biotecnologia


Parabéns Pedro, pela participação na final das VII Olimpíadas de Biotecnologia em representação da E.S.J.G.ZARCO!
http://www.esb.ucp.pt/olimpiadasbio/

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Fitorremediação

Invasora do bem       
Espécies exóticas costumam representar uma ameaça aos ecossistemas em que se instalam. Mas nem sempre é o caso: uma samambaia aquática no interior de Minas (BRASIL) é capaz de identificar e filtrar águas contaminadas por metais pesados.
Por: Fred Furtado

Publicado em 13/05/2010 |          
Invasora do bem
A samambaia aquática conhecida como orelhinha-de-onça (Salvinia auriculata) revelou ter propriedades fitorremediadoras de interesse industrial (foto: Graziele Wolff - engenheira sanitarista e ambiental).
A orelhinha-de-onça (Salvinia auriculata), uma samambaia aquática considerada uma espécie invasora, pode na verdade ser útil como bioindicadora e fitorremediadora (filtradora) de águas contaminadas por metais pesados.
...
A orelhinha-de-onça se mostrou capaz de retirar cádmio e chumbo da água
Wolff expôs a S. auriculata a diferentes concentrações de dois dos principais metais poluentes encontrados em agrotóxicos, o cádmio e o chumbo. A análise mostrou que a samambaia é capaz de retirar os dois elementos da água.
No caso do cádmio, no entanto, isso mata a planta. “Para esse metal, a S. auriculata serviria como bioindicadora, permitindo identificar sua presença no meio”, explica a engenheira.
Já para o chumbo, a espécie seria uma fitorremediadora, capaz de retirar o metal da água e continuar se desenvolvendo. “Cada quilo de matéria seca de S. auriculata é capaz de acumular até 300 mg de chumbo, em condições experimentais”, afirma Wolff.
Segundo a engenheira, as plantas que acumulam metais pesados têm que ser descartadas de maneira apropriada, senão o poluente retorna ao ambiente. “Isso pode ser feito por incineração, que não é tão viável, uma vez que pode poluir o ar, ou por lavagem com ácido, um processo mais caro, porém com maior eficiência”, esclarece.
Fred Furtado
Ciência Hoje / RJ
notícia completa aqui

Fitorremediação - Filtradora de urânio

Plantas que devoram urânio: uma descoberta em Coimbra

2006-06-26CienciaHoje
Callitriche stagnalis ( uma espécie de Lentilha de água)
http://www.awc-america.com/plant_id_utility/plants/calsta.html

É a mais recente descoberta da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC): um grupo de plantas capaz de absorver os mais elevados índices de metais pesados no menor espaço de tempo, podendo ser utilizadas em processos de fitorremediação (utilização de plantas capazes de absorver poluentes dos solos, rios e lagos).Trata-se do projecto de investigação “Descontaminação de Escorrências Mineiras por Plantas Hipercumuladoras” que identificou plantas capazes de, em 24 horas, reduzir a cerca de metade a contaminação de urânio presente em na água.

É um avanço significativo para a resolução dos problemas ambientais do país porque, apesar das sucessivas denúncias e dos alertas sistemáticos ao longo dos anos, mantêm-se os problemas ambientais e de Saúde Pública associados às minas de urânio e de outros jazigos mineiros da Região Centro e do País. A investigação apresenta como vantagens a eficiência na descontaminação, a redução do impacte ambiental, simplicidade na execução e baixo custo.Esta descoberta constitui o culminar de dois anos de trabalho de investigação e testes laboratoriais desenvolvidos pelo Departamento de Ciências da Terra da FCTUC. O resultado desta investigação é um passo decisivo para a despoluição de solos e águas e, de acordo com o coordenador do projecto, João Pratas, «esta técnica é extraordinariamente vantajosa, principalmente por ser economicamente muito mais atractiva por comparação aos métodos convencionais de despoluição».
As espécies de plantas investigadas pelo Departamento de Ciências da Terra apresentam, de acordo com o professor da FCTUC, um enorme potencial: «Em oposição aos métodos tradicionais, os métodos de fitorremediação, possibilitam uma melhor integração no ecossistema, com reduzido impacto, economicamente competitivos e são aplicáveis a grande escala».

Concluída a fase laboratorial, as plantas devoradoras de urânio vão ser, agora, testadas em sistemas de fitorremediação em minas abandonadas de urânio, concretamente para a remediação das escorrências uraníferas.

Eutrofização e CBO