terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Queres ser...biólogo(a)?

Caminhos profissionais *

CienciaHoje
2010-01-12

Por Carla Sofia Flores

Falar dos contemporâneos problemas ambientais, alimentares e de saúde é falar de “biologia” e muitos são aqueles que querem salvaguardar o mundo de todas estas questões. Sendo o biólogo um profissional que estuda a vida nas suas diferentes formas de expressão, as suas áreas de actuação podem ser transversais a tudo o que nos rodeia, desde o solo que pisamos àquilo que comemos, passando pela vida animal e vegetal.


Para desvendar e dar a conhecer a abrangência desta actividade, o Ciência Hoje foi falar com estudantes e profissionais da área que nos expuseram tudo aquilo que se pode esperar de um biólogo.

* Caminhos profissionais é a rubrica de Ciência Hoje que desvenda segredos de uma eventual futura carreira

Para se ser biólogo é preciso “cinco por cento de inspiração e 95 por cento de transpiração”. Foi assim que Amadeu Soares, presidente do Conselho Directivo do Departamento de Biologia da Universidade de Aveiro (DeBio - UA), classificou esta profissão, destacando a necessidade de “se ser curioso e gostar de coisas vivas”, mas também de se “ter espírito crítico, perseverança e muita rotina”.

continua ...

Marcadores do cancro do ovário surgem anos antes da doença

Aumento de concentração de proteínas só é considerável um ano antes do diagnóstico



CienciaHoje
2010-01-12

A concentração de três proteínas começa a aumentar três anos antes de as mulheres serem diagnosticadas com cancro do ovário, sendo este aumento mais significativo um ano antes deste diagnóstico, revela um estudo publicado no “Journal of the National Cancer Institute”.
continua...

Chernobyl é causa de aumento de doenças na Ucrânia

Investigadores defendem que 30 por cento das maleitas se devem à radioactividade


2010-01-11
Ciencia Hoje


 
O acidente nuclear de Chernobyl, que aconteceu há 24 anos, antiga Vladimir Lenin, na Ucrânia (então parte da União Soviética), continua a dar o que falar pelos seus efeitos nocivos na saúde da população. Especialistas e médicos dos hospitais de crianças com cancro de Minsk, Belarus, e de radiologia, em Vilne, no Este da Ucrânia, verificam inusuais mutações de doenças cancerígenas e sanguíneas ligadas à explosão.
A liberação da nuvem radioactiva provocou 400 vezes mais contaminação do que a bomba que atingiu Hiroshima. No entanto, os investigadores dizem que é impossível provar que esta mortalidade infantil, que se verifica a milhares de quilómetros do local onde aconteceu o acidente, aumentou de 20 a 30 por cento em 20 anos, ou ainda muitos dos problemas genéticos, órgãos internos deformados e cancro da tiróide.


 continua...

Lagartos brancos ajudam a explicar evolução

Interessante! Faço aqui um desafio (para quem quer praticar Biologia 11º Ano):
 - Relacione estes factos e explique-os, não segundo este "ar" lamarkista, mas sim baseado no neodarwinismo.

Três espécies desenvolveram peles brancas
cienciahoje.pt/
2010-01-11


Lagartos adaptaram-se às White Sands, no Novo México


"As dunas White Sands, no Novo México, são um bom local para o estudo da evolução de espécies. Formadas há apenas 6 mil anos, as dunas brancas destoam da realidade que as cerca.


Erica Bree Rosenblum, professora da Universidade de Idaho que estuda a evolução nas White Sands, garante que “de uma perspectiva evolucionária, isso corresponde a um piscar de olhos”.


Em estudo estão três espécies de lagartos que, noutros lugares, possuem pele escura e que em White Sands desenvolveram uma variedade de peles brancas que as torna difíceis de encontrar.


“Todos ficaram brancos para que pudessem fugir dos seus predadores com mais facilidade”, explica Rosenblum. Este exemplo de evolução convergente mostra como diferentes espécies foram adquirindo os mesmos traços de modo independente.


O estudo, publicado no The Proceedings of the National Academy of Sciences, revela que a mutação do gene ligado à produção do pigmento de pele chamado melanina foi a responsável pela alteração da cor em pelo menos duas das espécies de lagartos.
Mas nas duas espécies as mutações são distintas e o mecanismo pelo qual se produz melanina também é diferente.
Além disto, Rosenblum afirmou que os diferentes mecanismos tiveram um efeito sobre como os traços de pele branca se espalharam através das populações: em uma a mutação tornou a característica dominante e noutra a mutação tornou-se recessiva. E por isto mesmo, a característica espalha-se mais rapidamente na primeira espécie de lagarto do que na segunda.
Esta investigação sustenta que mesmo tratando-se da convergência fenotípica (variação genética) do mesmo gene, os mecanismos moleculares podem ter consequências distintas na trajectória de adaptação."


sábado, 9 de janeiro de 2010

"Um passo à frente no saber? ... Falhanço culinário!?

"Em 1924, o cientista russo Karpechenko realizou diversas experiências com plantas, tentando reunir características com interesse económico de diversos organismos numa única espécie. Uma das experiências que realizou visava o obter uma planta com a raiz comestível do rabanete e as folhas da couve.



Brassica oleracea





Tanto a couve como o rabanete apresentam um número diplóide de 18.
Após o cruzamento , Karpechenko verificou que o híbrido resultante também apresentava 2n=18 mas era estéril. No entanto, alguns híbridos apresentavam 2n=36 e esses eram todos férteis.





Raphanus sativus L.


A explicação para este facto reside na poliploidia (mutação cromossómica numérica): no híbrido os cromossomas não emparelham na meiose logo este é estéril,  mas se existir uma duplicação do total dos cromossomas (após a replicação do DNA não ocorre a disjunção cromossómica) o híbrido irá apresentar dois conjuntos completos de cromossomas, permitindo o emparelhamento. O híbrido tetraplóide produz, assim, gâmetas 2n viáveis.

Assim, Karpechenko durante a experiência criou um tetraplóide, uma nova espécie, "o híbrido fértil da couve e do rabanete." (que nunca chegou às nossas mesas, pois formou-se uma planta com a raiz da couve e as folhas do rabanete…).
Apesar de ter sido um falhanço culinário, esta experiência permitiu compreender o fenómeno de especiação por Poliploidia.

"Actualmente, muitas das plantas cultivadas são poliplóides, como batatas, bananas, cana de açúcar e café, bem como, calcula-se, cerca de 47% das angiospérmicas.




Os organismos poliplóides são geralmente maiores, mais fortes e com maior capacidade de adaptação a novas condições que os organismos diplóides pois apresentam uma grande resistência a doenças genéticas e a mutações devido à redundância genética, o que lhes permite “fugir” um pouco ás pressões de selecção.



Este fenómeno da poliploidia não parece apresentar grandes problemas em plantas, pois dado que estas podem reproduzir-se ao longo de incontáveis gerações apenas vegetativamente (assexuadamente), os indivíduos estéreis podem manter-se até que a poliplóidia ocorra espontaneamente."

Adaptado de Porto Editora, Biologia de12ºAno 2001

Homem XX e MulherXY...?!

Um só gene e muita coisa muda na vida dos indivíduos.

Fonte:Porto Editora 2009 (Clik na imagem para ampliar)

Alterações do material genético - MUTAÇÕES

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

"Ancestrais do Homem" (para quem estiver interessado em saber mais...)

Novo fóssil africano substitui Lucy como esqueleto mais antigo


02/10/2009 - 11:06 - The New York Times



Ardi, a versão mais curta de Ardipithecus ramidus, é o mais novo esqueleto fóssil descoberto na África que entrará para a galeria da origem da raça humana.
Com 4,4 milhões de anos, este hominídeo viveu muito antes e era mais primitivo que a famosa Lucy de 3,2 milhões de anos, da espécie Australopithecus afarensis.

Desde a descoberta de fragmentos do hominídeo mais velho em 1992, uma equipe internacional de cientistas tem procurado mais espécimes e na quinta-feira apresentou um esqueleto bastante completo e sua primeira análise.

Substituindo Lucy como o primeiro esqueleto conhecido da raça humana na árvore genealógica da família primata, segundo os cientistas, Ardi abre uma janela para "os primeiros passos evolutivos que nossos antepassados deram depois que nós divergimos de nosso antepassado comum com os chimpanzés".

Representação e restos dos fosseis  de Ardi

O hominídeo mais velho já era tão diferente dos chimpanzés que sugeria que "nenhum macaco moderno pode ser usado para caracterizar a evolução dos primeiros hominídeos", eles escreveram.

O espécime Ardipithecus, uma fêmea adulta, tinha cerca de cerca de 1m20 de altura e pesava 55 quilos, quase 30 cm mais alto e duas vezes mais pesado que Lucy. Seu cérebro não era maior do que o de um chimpanzé moderno.
O hominídeo mantinha a agilidade para subir em árvores mas já caminhava sobre duas pernas na vertical, uma inovação transformadora para os hominídeos, entretanto não tão eficazmente quanto a família de Lucy.
Os pés de Ardi ainda teriam que desenvolver a estrutura em arco que veio depois com Lucy e consequentemente para os humanos.
As mãos eram mais parecidas com a de macacos extintos. E os braços muito longos e pernas curtas também se assemelham às proporções de macacos extintos.

Tim D. White da Universidade da Califórnia, Berkeley, líder da equipe, disse em uma entrevista esta semana que o gênero Ardipithecus parece solucionar muitas incertezas a respeito "da fase inicial de adaptação evolutiva" depois que a linhagem dos hominídeos se dividiu da dos chimpanzés.

Nenhum rastro fóssil do último antepassado comum, que viveu em algum momento há 6 milhões de anos de acordo com estudos genéticos, foi descoberto até agora.

As outras duas fases significativas aconteceram com o surgimento do Australopithecu, que viveu aproximadamente entre 4 milhões e 1 milhão de anos atrás, e então o aparecimento do Homo, nosso próprio gênero, a menos de 2 milhões de anos.

A relação ancestral entre o Ardipithecus e o Australopithecus não foi determinada, mas a família australopithecine de Lucy é geralmente reconhecida como o grupo ancestral do qual o Homo evoluiu.

Cientistas não envolvidos na nova pesquisa aclamaram sua importância, colocando o esqueleto de Ardi em um pedestal ao lado de figuras notáveis na evolução dos hominídeos como Lucy e o Menino de Turkana de 1,6 milhão de anos, um espécime quase completo de Homo erectus com anatomia notavelmente semelhante ao Homo sapiens moderno.

- Anne Lawrence Guyon

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Migrações das populações humanas ancestrais baseado em dados do DNA mitocondrial


A análise conjunta do DNA mitocondrial e do DNA do cromossoma Y tem permitido seguir as pisadas da espécie humana no seu percuso evolutivo.(Clik na imagem para ampliar)
Fonte:Areal Editores_2009


Ler ainda: " DNA mitocondrial de EVA

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

O Património Genético Português - A história humana preservada nos genes



O Património Genético Português
A história humana preservada nos genes

Luísa Pereira e Filipa M. Ribeiro



CIÊNCIA ABERTA



Quem somos, afinal?

Combinando contributos de áreas tão diferentes como a genética, a arqueologia, a antropologia, a história e até a climatologia, este livro oferece uma visão multifacetada de uma memória que deixamos impressa neste mundo: seja pelos genes, pelas viagens, pelas relações interpessoais ou por um pouco de tudo isto. Cada homem, na sua especificidade genética, tem um significado evolutivo. E não se pode compreender a evolução sem compreender a variação.

Fruto de um trabalho de investigação científica, a presente obra inova pela sua interdisciplinaridade, acessibilidade, complementaridade e pelo seu conteúdo de referência para quem trabalha em evolução humana. O leitor é acompanhado ao longo de uma aventura de múltiplas facetas, explorando muitas perspectivas dos recentes avanços no conhecimento quanto às origens e migrações humanas no passado, focando uma temática que nunca havia sido tratada em livro: o património genético português.



- O QUE SE DIZ SOBRE O LIVRO


«Há tempos que não aprendia tanto a ler um livro. Nem me divertia tanto, valha a verdade. A junção de uma especialista em genética populacional com uma jornalista de ciência criou uma obra interessantíssima, acessível, culta, com sentido de humor, que me apetece rebaptizar, à la Woody Allen: ‘Tudo o que gostaria de saber sobre a origem dos portugueses que saíram da África subsariana há muitos milhares de anos.’»


Manuel Sobrinho Simões, IPATIMUP

continua

domingo, 3 de janeiro de 2010

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Poema de Ano Novo

Recomeça….

Se puderes
Sem angústia
E sem pressa.
E os passos que deres,
Nesse caminho duro
Do futuro
Dá-os em liberdade.
 

Enquanto não alcances
Não descanses.
De nenhum fruto queiras só metade.



E, nunca saciado,
Vai colhendo ilusões sucessivas no pomar.
Sempre a sonhar e vendo
O logro da aventura.
És homem, não te esqueças!
Só é tua a loucura
Onde, com lucidez, te reconheças…


Miguel Torga

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Os genes unem-nos, não nos separam

Leituras complementares PARA as MINI-FÉRIAS:

Netprof_Dossiers Temáticos: Genética

"Desde Gregor Mendel,(1856), que estabelece as primeiras leis da hereditariedade, passando por Thomas Morgan ( 1910), que descobre que os genes estão localizados nos cromossomas, ao lançamento do Projecto Genoma Humano( 1986), com um orçamento de um milhão e duzentos mil contos, à fundação da Organização do Genoma Humano (HUGO), (1988), até Fevereiro de 2001 em que é anunciada a publicação da análise da sequenciação do genoma humano, que a Genética não para de evoluir. Quantos genes têm os seres vivos? Como obter organismos transgénicos? Estes são exemplos de questões que vão surgindo numa área que se envolve, cada vez mais, com a vida de cada um e com a sociedade em geral. Torna-se essencial compreender a genética para, porventura, questionar algumas das suas aplicações."

Os genes unem-nos, não nos separam: "Os seres humanos têm pouco mais do dobro dos genes da mosca do vinagre. O que não quer dizer que sejam só duas vezes mais complexos do que a mosca, como mostra a explicação da carta do genoma humano.
A composição dos seres humanos é igual em todas as regiões do mundo e o conceito de raça não faz sentido. Esta foi uma das principais mensagens da comunidade científica na apresentação da sequência do genoma humano, ontem em vários pontos do mundo. O estudo, feito por duas equipas em simultâneo, revelou igualmente que os seres humanos são feitos de muito menos genes do que se acreditava: meros 30 mil, pouco mais do dobro dos que compõem a mosca do vinagre.
...
"A fase que se segue é percebermos como funcionam os genes, o que levará à procura de tratamentos para as doenças", explicou, numa conferência de imprensa em Washington, Francis Collins, o director do Projecto Genoma Humano, um consórcio que reúne investigadores dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, França, China e Japão a trabalhar com verbas públicas. Ao seu lado estava o cientista Craig Venter, que dirige a Celera, uma empresa privada que, depois de entrar em concorrência com o consórcio, aceitou juntar esforços.
Os genes não determinam o destino de um ser humano, mas estabelecem um determinado conjunto de possibilidades. O genoma é a palavra que define o conjunto dos genes, e a sua interpretação significa a identificação de todos os genes, a definição das suas funções, a descoberta de como se relacionam entre si.
Fisicamente, o genoma é minúsculo. Para se perceber do que se estava a falar, os cientistas fizeram circular na sala o mapa genético de um único cromossoma e a folha tinha perto de cinco metros. "Começam a perceber isto do genoma?", perguntaram, a rir, antes de dizerem que o livro do corpo humano tem 3,2 mil milhões de letras.
Francis Collins disse esperar que nos próximos dez anos o conhecimento do genoma possa começar a ser aplicado na medicina. A diabetes e algumas formas de cancro podem ser os primeiros alvos. Uma nova medicina, direccionada para os genes, essa só a longo prazo, explicou o cientista.

Collins e Venter, que de concorrentes passaram a colaboradores, escolheram para apresentação da sequência o dia do aniversário de Charles Darwin, com conferências de imprensa em Washington, Paris, Londres, Berlim e Tóquio. "Este primeiro olhar sobre o código genético humano revelou muitas surpresas. A primeira foi o pequeno número de genes, 30 mil", disse Craig Venter. "Temos pouco mais do dobro dos genes da mosca do vinagre. Mas isso não significa que sejamos apenas duplamente mais complexos", notou outro cientista da Celera, Mark Adams.

O que distingue os seres humanos de outras formas vivas é a complexidade das associações entre genes, que é muito maior no homem do que na mosca do vinagre. Além disso, o meio ambiente é tão importante como o código genético na definição do que somos e no desenvolvimento das características que nos tornam únicos. Os cientistas concluíram também que o genoma dos indivíduos de todo o mundo é quase igual: "Espera-se que seja o fim das teorias da raça, que não é mais do que a cor da pele", disseram. Outra descoberta: alguns dos genes humanos são vestígios de infecções bacterianas e alguns deles desempenham um papel importante no cérebro." ... Adaptado de Público, Fevereiro 2001

Europeus foram gerados na Península Ibérica ...."Neste trabalho só estudamos a componente genética transmitida pelas mulheres, incidindo o estudo numa única linhagem feminina, denominada Haplogrupo H, o mais frequente na Europa, atingindo cerca de 50% de frequência nas várias populações europeias. O que se fez então "foi estudar certas variações da molécula de DNA mitocondrial, que nos permitiu caracterizar de uma maneira mais fina a variabilidade dentro deste haplogrupo"...JN em 16 de Março de 2005




Mapa de variações genéticas para prevenir doenças ..."O ADN ou genoma é idêntico em 99,9 por cento da população do planeta, sendo as variações genéticas do 0,1 restante que determinam as características individuais, a forma da face, a cor dos olhos e dos cabelos, mas também os riscos de doenças, explicam os peritos.

O mapa, primeira etapa da identificação de minúsculas partículas de informações chamadas SNP (Polimorfismo Nucleotídico Simples), é considerado essencial para criar uma verdadeira medicina genética.
Até agora, os progressos genéticos incidiram sobretudo na mutação de um único gene como explicação da causa de uma doença.
Todavia, a maioria dos problemas de saúde, como a diabetes, a depressão ou as doenças cardiovasculares resultam de uma interacção complexa de numerosos genes, de factores exógenos como o ambiente e dos hábitos de vida".

Cientistas desfazem teoria de 30 anos sobre a causa do Síndroma de Down ..."A trissomia 21, como o nome indica, deve-se ao facto do cromossoma 21 não ter apenas um par, como seria de esperar, mas ser composto por três cópias. Sempre se pensou que alguns genes a mais numa região deste cromossoma, 33 genes para sermos precisos, estivessem na origem da doença. Mas a trissomia 21 tem uma explicação bem mais complicada, diz a equipa de Roger Reeves, da Universidade Johns Hopkins, em Nova Iorque." ...
..."A equipa também afirma que perceber as consequências destas alterações no nosso genoma é muito mais importante do que descrever a alteração em si. Mas a tarefa de encontrar soluções terapêuticas não é mais facil por isso. Apesar de encaminhar a ciência para uma melhor compreensão desta doença, que afecta uma em cada 700 crianças nascidas todos os anos." ... Jornal Público Outubro 2004


Análise do cromossoma 5 foi terminada ... "análise do cromossoma 5 está completa. É o maior dos cromossomas humanos a ter sido analisado ao pormenor, mas também é um dos que tem uma menor densidade de genes, diz a equipa de cientistas dos EUA que publica os seus resultados hoje na revista "Nature". No entanto, apresenta duplicações que podem ter funções de regulação da actividade genética e, por isso, estarem implicadas em algumas doenças, como a atrofia muscular vertebral. "....

..."Essas cópias podem passar de cromossoma em cromossoma, ou então podem ocorrer dentro de um só cromossoma. Neste caso, as duplicações parecem ser de outros segmentos do cromossoma 5, porque as sequências são muito idênticas. Isto pode ser um indício de que as duplicações ocorreram recentemente na evolução, provavelmente no período em que o homem e o chimpanzé seguiram caminhos diferentes, há seis milhões de anos."... Jornal Público Setembro 2004


Genética Foi Trazida para Portugal em 1968 por Um Padre Jesuíta  ..."Tinham passado pouco mais de duas semanas sobre o dia 25 de Abril de 1953, quando, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, o professor José Antunes Serra, um apaixonado da genética, decidiu dar uma aula diferente ao primeiro ano do curso de biologia. Com a revista "Nature" debaixo do braço, o professor mostrou aos jovens alunos uma descoberta, publicada há poucos dias, que decerto ia mudar a biologia.

No laboratório Cavendish de Cambridge, no Reino Unido, dois cientistas tinham descoberto a estrutura da molécula de ADN. Fernando Catarino, biólogo e professor jubilado da Faculdade de Ciências, estava a assistir à lição, sem conhecer ainda o seu significado: "Contou-nos como era o ADN das bactérias. Foi muito importante para mim. Eu que nunca tinha ouvido falar na 'Nature'".
Poucos dias depois, José Pinto Lopes, outro professor, dava-lhes a primeira lição sobre ADN: "Tivemos, ao todo, três lições", recorda Catarino, que reconhece que o trabalho de Watson e Crick inaugurou a biologia moderna. "Foi o 25 de Abril da Genética".
..." Luís Archer tinha tirado o curso de biologia na Universidade do Porto. Mas, em 1947, o apelo do sacerdócio afasta-o da ciência. Foi já depois de ser ordenado e de decidir dedicar a vida à teologia, filosofia e à paixão da música - acabou por fazer o conservatório - que, na década de 60, a ordem dos Jesuítas o escolheu para buscar resposta para a imensidão de perguntas que a genética colocava."... Adaptado de jornal Público Abril de 2003


Chave para a Longevidade Pode Esconder-se na Herança Genética Familiar ..." Trata-se muito possivelmente de um conjunto de genes que possibilita aos membros de certas famílias atingir uma idade muito avançada, na maior parte dos casos com boa saúde", adiantou Thomas Perls, geriatra, coordenador do estudo"...Por MAGGIE FOX, Terça-feira, 25 de Junho de 2002


Genética humana - Só 1100 genes foram relacionados com doenças ..." Que benefícios pode a medicina retirar da sequenciação do genoma humano?


As expectativas são muitas, mas a tarefa será algo como procurar uma agulha num palheiro, pois o que mais nos interessa são as pequenas gralhas no código de quatro letras em que os genes são escritos. Num livro de três mil milhões de pares de letras, procuramos qualquer coisa como 1,4 milhões a 2,1 milhões dessas gralhas, a que os cientistas chamam polimorfismos, para procurarmos compreender de que forma esses pequenos erros podem influenciar a nossa susceptibilidade a determinadas doenças.

Até agora, apenas em 1100 genes dos cerca de 30 mil que fazem um ser humano se conseguiu detectar uma mutação genética relacionável com determinadas doenças. Mas muitas delas são doenças raras. O verdadeiro desafio é identificar mutações que podem estar na origem de doenças comuns - no caso do cancro da mama, por exemplo, conseguiram já detectar-se dois genes, o BRCA1 e o BRCA2, que estão relacionados com uma maior susceptibilidade à doença." ... Adaptado de Público, Fevereiro 2001

O dia do Genoma Humano "Noventa por cento dos três mil milhões de pares de unidades químicas que compõem o genoma humano estão já sequenciadas. Este rascunho é já suficientemente preciso para dar início à aventura de descodificar aquilo a que se chama o "livro da vida". A viagem, no entanto, vai ser longa: por ora, o que temos é o equivalente a uma pilha de 750 milhões de páginas A4, dactilografadas numa escrita apertada, de um código de quatro letras. E, pelo caminho, teremos de enfrentar as várias questões éticas e sociais colocadas por este conhecimento inédito da química que faz de nós seres humanos.


A sequência das quatro unidades químicas que formam a longa molécula de ADN, designadas pelas letras A, T, G e C está delineada, embora ainda a traço grosso. Apenas em 2003 - quando se comemoram os 50 anos da descoberta da estrutura da molécula de ADN humano, em forma de dupla hélice, ao longo da qual as quatro unidades químicas se agrupam aos pares - conheceremos com precisão a sequência destas letras, que são o alfabeto da vida. E, depois disso, há ainda o longo trabalho de decifração deste texto."...
Adaptado de Público, Junho 2000

O genoma humano só tem 30 mil genes, o que o torna ainda mais misterioso ... " O Homem terá cerca de 30 mil genes, fazendo a média entre as várias estimativas apresentadas a partir da sequenciação do genoma. Parece-nos pouco, sobretudo porque foram feitas algumas previsões bastante elevadas - chegou-se a pensar em 140 mil genes. Mas parece-nos pouco ainda por outro motivo: temos apenas mais 13 mil genes que a modesta mosca do vinagre ("Drosophila melanogaster"). Quer isto dizer que somos menos complicados do que se esperava e que vamos conseguir obter resultados mais facilmente nas nossas tentativas de decifrar o código genético? Não necessariamente. A chave estará na compreensão das proteínas cujo fabrico os genes comandam. "...

O facto de termos poucos genes até poderá facilitar a vida dos investigadores que procuram as origens genéticas das doenças, mas não podemos pensar já que vamos encontrar o gene responsável por cada doença que nos aflige. Na verdade, temos mesmo é de deixar de pensar nas coisas de uma forma assim tão simples. "O desafio agora é deixar de pensar num gene de cada vez e começar a tentar compreender o conjunto como um sistema complexo - perceber como é que um tão pequeno número de genes pode estar na origem de uma mosca ou de um homem", comentou Barbara Jasny, uma das editoras da "Science", citada num comunicado de imprensa.


... Uma das prováveis explicações é que cada gene comande o fabrico de vários tipos de proteínas. Saber o que faz a diferença, e de que maneira os genes interagem entre si, é o verdadeiro desafio. "A investigação deve concentrar-se sobre as sequências repetitivas de ADN, a regulação da expressão dos genes, as interacções entre as proteínas, comunicação entre as células, efeitos do ambiente e outros mecanismos que podem contribuir para a complexidade de um organismo", sublinha Jasny...."Adaptado de Público, Fevereiro 2001


Cronologia do genoma ...
O genoma humano em seis perguntas ...
 
Informação Genética - Quantos genes têm os seres vivos?


Homo sapiens: 30 mil genes
A diferença entre os seres humanos e as outras espécies não é assim tão abissal como se poderia pensar: comparativamente ao chimpanzé, o primata mais parecido com o homem, a diferença entre os dois é inferior a dois por cento.

Helicobacter pylori: 1590 genes
Esta foi apenas a sétima bactéria a ver o seu genoma sequenciado, em Agosto de 1997, curiosamente pelas mãos do famoso Craig Venter, da Celera Genomics. O número de pessoas afectadas pela sua acção fez com que a descoberta se tornasse muito importante. Se Helicobacter pylori não lhe diz nada, que tal se lhe falarmos de úlcera gástrica? Os cientistas calculam que mais de metade da população mundial esteja infectada por esta bactéria.

Caenorhabditis elegans: 18 mil genes
Foi o primeiro animal a ver descodificado o seu genoma, após oito anos de investigação, o que representou um grande salto para a ciência, restrita até então aos genomas elementares das bactérias. A Caenorhabditis elegans é um pequeno verme, com um milímetro de comprimento, que vive no solo das regiões temperadas, onde se alimenta de bactérias. Curiosamente 40 por cento dos genes deste verme e do homem são coincidentes.

Mycobacterium tuberculosis: 4 mil genes
Mais de cem anos após a descoberta deste bacilo por Robert Koch, a tuberculose, a doença pela qual este micróbio é responsável, continua a matar cerca de três milhões de pessoas por ano. O conhecimento do seu património genético é visto como uma das contribuições científicas mais importantes em termos de saúde pública.

Chlamydia trachomatis: 20 genes
É uma das principais causas de doenças venéreas dos países desenvolvidos, infectando todos os anos milhões de pessoas. Pode provocar graves infecções do aparelho reprodutor, gravidezes ectópicas e esterilidade. Em Ásia e África os especialistas afirmam que a doença provocada por esta bactéria é uma das principais causas de cegueira entre as crianças, pelo contacto entre as mãos e os olhos.

Saccharomyce cerevisae: 6 mil genes
Foi o primeiro organismo complexo a ser descodificado, numa operação sem precedentes a nível europeu. Para além de ser usado há milhares de anos no fabrico de pão e cerveja, este microrganismo é mais recentemente um instrumento essencial de investigação na área das biotecnologias. Mais de 50 por cento dos genes da levedura apresentam semelhanças com os do homem.

Drosophila melanogaster: 13 mil genes
A mosca-do-vinagre é um dos modelos preferidos dos cientistas, que já a viraram do avesso em inúmeras experiências de genética e medicina, e sobretudo na biologia do desenvolvimento. Calcula-se que 177 dos cerca de 300 genes relacionados com o surgimento de doenças nos seres humanos existem também na drosofila.

Arabidopsis: 50 mil genes
Foi a primeira planta com flor a ser descodificada, pelas mãos da multinacional Monsanto. O conhecimento do genoma do arroz foi acolhido com muito entusiasmo, não pelo valor científico em si da descoberta, mas pelo que pode significar para a melhoria da dieta alimentar de 40 por cento da população mundial que tem como base de alimentação o arroz.

Arabidopsis thaliana: 6 mil genes
É a mascote dos laboratórios de biologia vegetal. O curto ciclo de vida e simplicidade desta planta faz com que seja desde sempre um modelo ideal para o estudo dos segredos do reino das plantas. Por isso, a descodificação do seu genoma, de apenas cinco cromossomas, foi acolhida com tanta pompa e circunstância. E a equipa que formou o Projecto de Sequenciação da Arabidopsis, fundado em 1996, mas só concluído em 2000, adiantava mesmo que havia mais genes comuns entre animais e plantas do que poderia supor. E a Arabidopsis provava-o.
Adaptado de Público, Fevereiro 2001


Milho contaminado por pólen transgénico no México " Pode estar afectada a integridade de área considerada uma reserva da biodiversidade do milho.
Um dos maiores receios dos opositores à cultura de organismos geneticamente modificados (OGM) é a inserção de genes estranhos nas culturas tradicionais. Por exemplo, que genes do milho Bt - uma variedade transgénica, modificada com os genes que comandam a produção da toxina com que uma determinada bactéria mata os insectos que se alimentam deste cereal - passem para o milho normal, não modificado geneticamente. Pois foi isso que uma equipa de investigadores de uma universidade afirma ter detectado, precisamente numa região montanhosa e remota do sul do México, na zona onde se julga que o milho foi domesticado para uso humano. "...

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

sábado, 19 de dezembro de 2009

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Diferença entre humanos e chimpanzés está na forma como utiizam os genes


Estudo revela que os factores de transcrição desempenham papel essencial


"... Já se sabia que os genes, por si só, não podem explicar as diferenças entre as duas espécies. Este estudo revela que as grandes diferenças na actividade genética dos seres humanos e dos chimpanzés, afectando aproximadamente 1000 genes, está ligada à acção de 90 factores de transcrição.


Os factores de transcrição são proteínas que se ligam a regiões específicas do DNA para promover ou reprimir a actividade de vários genes. Isso permite a determinados órgãos ou tecidos responder rapidamente a uma mudança ambiental ou a uma necessidade interna. ..." continua

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

A pegada ecológica de um encontro «verde»


A pegada ecológica de um encontro «verde»
2009-12-07

A reunião de Chefes de Estado, estrelas pop, dirigentes de Organizações Não Governamentais e ambientalistas na Cimeira de Copenhaga deverá gerar 40.5 toneladas de emissões de gases de estufa, um valor que foi reduzido ao máximo e será compensado em acções futuras. Mais de 17 mil pessoas estarão por estes dias na capital da Dinamarca, por isso, a organização fez questão de pedir aos participantes que utilizassem a forma mais sustentada de fazer transportar, por exemplo.

Só no que se refere à conferência, devido às viagens (nomeadamente os voos privados, mais 140 que o normal só no aeroporto de Copenhaga, e as limousines, diz-se que serão mais de mil, com dezenas de carros de escolta) estima-se que as emissões sejam idênticas às de uma cidade com cerca de 150 mil habitantes.

O governo dinamarquês, contudo, já se disponibilizou para minimizar as emissões e as compensar. Para cuidar em casa, o espaço da conferência decidiu reduzir em 20 por cento o valor de emissões de CO2 antes da realização da conferência, os proprietários das instalações hoteleiras foram incentivados a alargar o número de quartos certificados como amigos do ambiente, os delegados foram incentivados a utilizar o transporte público para chegar ao Bella Center, beber água da torneira para evitar o desperdício de garrafas e também não haverá as habituais prendas, capas e sacos para os participantes.
continua...
CienciaHoje

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segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

De Quioto a Copenhaga_ Começou hoje a Cimeira



"Please Help the World" foi o filme que abriu a Cimeira de Copenhaga, que se iniciou esta manhã. Realizado por Mikkel Blaabjerg Poulsen, "Por favor, ajudem a salvar o Mundo" é uma exortação à acção em defesa da Terra e do Ambiente.

Acompanhe a Cimeira aqui

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A cozinha é um laboratório

A ciência servida no prato
Livro explica culinária com conhecimentos científicos

2009-12-03Por Carla Sofia Flores no CH


Todos os processos culinários têm por de trás justificações científicas maioritariamente desconhecidas por quem cozinha.

Na perspectiva de clarificar a gastronomia à luz da ciência, Margarida Guerreiro e Paulina Mata escreveram o livro “A Cozinha é um Laboratório”, que foi lançado ontem e irá ajudar os seus leitores a compreender alguns enigmas da culinária.
Tudo começou quando, em 2001, o Ciência Viva lançou o desafio às duas investigadoras químicas para participarem na iniciativa “A Cozinha é um Laboratório”, que pretendia desmistificar os conceitos científicos inerentes à culinária. continua (ver o filme).

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Dia Mundial do combate à SIDA

A SIDA não é uma doença de risco mas sim uma doença de comportamentos de risco que cabe a cada um de nós evitar.

Reveja os números e aprenda mais sobre a SIDA aqui.

http://noticias.sapo.pt/multimedia/infografias/aidsptl2411.html

Mosca da fruta fêmea trabalha mais depois de acasalar

Estudo da Universidade de Leeds publicado pela Academia de Ciências Britânica
2009-11-30, no CienciaHoje
 

"....Os cientistas aperceberam-se que as fêmeas quando acasalavam deixavam de fazer a habitual sesta vespertina, dedicando-se completamente à procura de alimento e de locais para pôr os ovos.
Este tipo de comportamento, que se prolonga por uma semana, é induzido quimicamente através dos machos cujo esperma produz uma molécula muito concreta. ..."

"... A molécula também provoca "fidelidade". Ou seja, durante os dez dias que se seguem ao acasalamento, a fêmeas ficam inibidas de se relacionarem sexualmente com outros machos. ..."
Artigo: Drosophila male sex peptide inhibits siesta sleep and promotes locomotor activity in the post-mated female..."

Artigo: Drosophila male sex peptide inhibits siesta sleep and promotes locomotor activity in the post-mated female.

 
(Qualquer semelhança com a nossa espécie é uma pura coincidência!!!!)