quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Se bebeu e pensa em conduzir…


"...A Grant’s lançou uma aplicação para iPhone que calcula o nível de álcool no sangue, tendo em consideração o sexo, o peso e o consumo da pessoa. Assim, quem sair à noite e consumir bebidas alcoólicas, o alcoolómetro também estima o tempo necessário para se voltar à taxa de alcoolemia zero ou àquela que é permitida por lei para conduzir.

Na página online da Grant’s é possível fazer o download gratuito do «Alcoolómetro Grant’s» – que permite obter, em qualquer hora e em qualquer lugar, uma estimativa da taxa de alcoolemia com base na quantidade de álcool que ingeriu e o tempo estimado para voltar a conduzir.
A taxa de alcoolemia é a quantidade de álcool existente no sangue de um indivíduo, em determinado momento, e expressa-se em gramas de álcool por litro de sangue (g/l). Esta taxa é facilmente atingida após a ingestão de 3 copos de vinho ou 0,5 l de cerveja e depende de vários factores como o tipo e quantidade de bebida ingerida, o momento da absorção (jejum/às refeições/fora das refeições), o peso e sexo e o estado de saúde e estado de fadiga do indivíduo.
A alcoolemia aumenta à medida que o etanol é absorvido pelo organismo e diminui lentamente de acordo com a degradação do álcool pelo fígado. O valor máximo da taxa de alcoolemia permitida pelo código da estrada em Portugal é de 0,5 g/l. ..."

noticia completa aqui

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Não fume pela sua / nossa saúde!

Fumar provoca mais danos arteriais nas mulheres do que nos homens, segundo os resultados do projecto IMPROVE, um estudo epidemiológico financiado com fundos europeus. Segundo o artigo, ao longo da nossa vida, a exposição ao tabaco influencia na espessura das paredes das artérias carótidas, em ambos os sexos, mas nas mulheres o efeito é a dobrar.

A Sociedade Europeia de Cardiologia divulgou conclusões que incluíram 3587 pessoas (1694 homens e 1 893 mulheres) de diferentes países como a França, Itália, Holanda, Finlândia e Suécia. Através de uma sofisticada técnica de ecografia, a investigação seguiu a engrossamento das paredes das carótidas – artérias responsáveis por fornecer o sangue a toda a região da cabeça – dos voluntários e comprovou a presença de placas.

continua aqui

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Noite Europeia dos Cientistas _ Porto





Estudo interessante!!!!

ASSASSINOS DE BACTÉRIAS


 Antibiograma







quarta-feira, 21 de setembro de 2011

A NOITE EUROPEIA DOS INVESTIGADORES



A NEI no Porto

Data: 23 de Setembro

DESTAQUES:

Horário: 15h00 – 24h00
Local: Porto
Edifício da Reitoria e Praça Gomes Teixeira (Praça dos Leões)



15h00 – 20h00

Oficinas e Actividades ‘mão-na-massa’

Este será um espaço altamente interactivo, tipicamente “mão-na-massa”. Principalmente direccionado para grupos escolares (mas não só!), pretende-se estimular a experimentação. Serão recriadas diversas actividades experimentais simples e úteis, de diversas áreas científicas, que poderão ir da simples observação até à manipulação.
Oficinas e actividades “mão-na-massa” oferecidas

Participe nas actividades “mão-na-massa” e habilite-se a ganhar prémios através dos 2 sorteios da atividade!

15h00/15h30/16h00/16h30/21h00 – 22h00
Starlab – Planetário Portátil
Lotação: 25 pessoas por sessão (inscrições até 21 de Setembro para sessões da tarde)


ATENÇÃO: Levantamento de senhas na Recepção/Ponto de Informação até 15 minutos antes do início de cada sessão.


“Curtas científicas” – Ciclo de cinema científico


23 de Setembro


Das 17h30 às 24h00

1 Minuto de Astronomia (2009) [13 x 1minuto (13 minutos); Vanessa Fernandes]

Photomaton (2010) [50 minutos; Sofia Ponte, Tiago Pereira]

Milho (2009) [54 minutos; José Barahona]

A flor, a formiga e a borboleta ameaçada (2008) [25 minutos; Bruno Cabral, Ivânia West, Patrícia Garcia-Pereira]

Na esteira de Egas Moniz (2005) [58 minutos; Rui Pinto de Almeida]

Anos Lusos (2009) [50 minutos; José Coimbra, Tiago Guimarães, Ari Carvalho]

A Utopia do Padre Himalaya (2004) [51 minutos; Jorge António]

Orlando Ribeiro, Itinerâncias de um Geógrafo (2010) [58 minutos; António João Saraiva, Manuel Carvalho Gomes]

Participe - EU VOU!

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

HUMOR BIBLIOZARCO




BIBLIOZARCO

EU NÃO FAÇO LIXO!







1- Reduza o consumo comprando apenas os produtos necessários (ex: faça uma lista de compras e vá às compras depois das refeições. Controle o seu orçamento)



2- Opte por produtos sem embalagem desnecessária (ex: compre produtos ao quilo, compare os pesos líquidos dos produtos e prefira embalagens familiares)


3- Faça compostagem caseira com os restos da cozinha e do jardim (ex: use o composto para cultivar plantas aromáticas ou uma horta)


4- Use o autocolante da publicidade não endereçada (ex: peça ao Instituto do consumidor ou imprima na internet)


5- Prefira bebidas engarrafadas em embalagens de tara retornável. Se a água da zona em que reside é de qualidade, beba água da torneira (ex: garrafas de vidro com tara)


6- Opte por produtos não perigosos (ex: pilhas recarregáveis, transformadores, termómetros digitais, detergentes ecológicos)


7- Na escolha de bens, tenha em conta a sua durabilidade e potencial de reutilização (ex: electrodomésticos, brinquedos)


8- Vá às compras com um trolley ou leve sacos reutilizáveis.


9- Ao cozinhar, tenha em conta as quantidades necessárias e aproveite os alimentos na totalidade para evitar o desperdício alimentar. Conserve os alimentos de forma adequada (ex: faça compotas, açordas e use os talos dos legumes, consulte o guia de conservação de alimentos da Lipor)


10- Reutilize o papel e imprima com moderação, reflectindo sobre aquilo de que realmente necessita (ex: use folhas de rascunho)
 
http://www.eunaofacolixo.com/
 

SUSTENTABILIDADE


CONSUMO RESPONSÁVEL

"Em que pensamos quando compramos um produto de que necessitamos? E quantas vezes pensamos na sua origem? Aquela T-shirt preferida ou os sapatos que têm aquele formato ou aquela cor. Até mesmo o café, sumo, chá que costumamos comprar.
A sociedade de consumo actual promove grandes desequilíbrios sociais e ambientais, traduzidos nas imagens que diariamente nos entram em casa pelos meios de comunicação social. Todos os nossos gestos e opções diárias afectam não só a nossa vida mas a vida de outras pessoas e põem em causa a sustentabilidade do planeta.
Mas é também verdade que o consumo é inevitável e até necessário para a circulação e manutenção dos sistemas económicos.
Como resolver, então, este paradoxo? Como garantir a protecção dos direitos humanos, a preservação do ambiente e a sustentabilidade económica e cultural?

É fundamental educar e mobilizar a sociedade civil - e em especial as gerações mais jovens – para a mudança dos hábitos de consumo, tornando-nos mais críticos, exigentes e responsáveis, como exercício da nossa cidadania."



Missão UP - Unidos pelo PLANETA

Pegada energética



domingo, 18 de setembro de 2011

Gero Hütter: o médico que enganou o vírus VIH/SIDA


Especialista alemão foi o primeiro do mundo a curar um portador da doença

CienciaHoje
2011-09-16
Por Marlene Moura (texto)

É possível imitar, em laboratório, uma mutação genética que bloqueia a proteína CCR5, responsável pela entrada do vírus VIH/SIDA nas células de defesa do organismo”, segundo afirmou ao «Ciência Hoje» (CH) o hematologista alemão Gero Hütter, do Hospital Universitário Charité de Berlim (Alemanha), presente hoje na VI edição do Young European Scientist (YES) Meeting, a decorrer no Porto até ao próximo domingo.
Hütter foi o primeiro médico a conseguir “curar” um doente – o executivo norte-americano Timothy Ray Brown – de VIH e leucemia, através de um transplante de medula. Brown é provavelmente o primeiro paciente no mundo a ficar aparentemente livre do vírus da SIDA, através de uma terapia médica. No entanto, o oncologista alemão prefere dizer que “não tem quaisquer sinais da doença desde há quatro anos e meio”, em vez de referir-se ao executivo transplantado como “curado”.

continua  ...
 
Mesmo se a investigação científica aponta a terapia genética como a grande solução para tratar o VIH, o especialista assinala que carece de mais investigação, já que pelo menos “32 por cento dos doentes não resistem ao transplante de medula” e, precisamente por ser um procedimento de risco “é aplicado em pessoas que também sofrem de leucemia” – uma doença que se apresenta terminal.

Protecção natural contra VIH

Todo este procedimento abriu novas portas, já que “manipular a replicação do vírus é possível” e promete novas aplicações terapêuticas, “reproduzindo a proteína CCR5 em laboratório” e proceder à terapia genética, mas “ainda não sabemos que riscos podem daí advir e, por isso, precisamos de mais investigação”.
Hütter salienta também que “algumas pessoas têm uma protecção natural contra o vírus do VIH” [documentada por investigadores canadianos em prostitutas africanas que estiveram directamente em contacto com portadores], verificando-se nelas "uma baixa produção de CCR5"; porém, “poderão mesmo assim ser portadores”, ressalva.
(leia a notícia completa aqui)

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Hoje é dia do pai… da vitamina C

Descoberta de Albert Szent-Györgyi valeu-lhe o Nobel em 1937
Ciencia Hoje
2011-09-16

Albert Szent-Györgyi faria hoje 118 anos se fosse vivo. O fisiologista húngaro nasceu a 16 de Setembro de 1893, na Hungria, e faleceu em 1986, nos EUA.
Iniciou os estudos na Universidade Semmelweis, em 1911, mas depressa começou fazer investigação no laboratório de anatomia do tio.

Em 1914, no início da Primeira Guerra Mundial, serviu na frente italiana e na russa. Quando terminou a guerra, completou os estudos e iniciou trabalhos em farmacologia e em electrofisiologia. No Instituto Rockefeller iniciou os estudos sobre respiração celular. Ao estudar as células, descobriu uma substância redutora, que mais tarde veio a ser chamada de ácido ascórbico (vitamina C). Ele observou também que essa substância possuía uma actividade anti-escorbuto.

Em 1937, recebeu o Prémio Nobel da Fisiologia e da Medicina por ter descoberto o papel de certos compostos orgânicos, especialmente o da vitamina C, na oxidação dos nutrientes na célula. Depois, em 1938, iniciou investigações com a contracção muscular e descobriu as proteínas miosina e actina e a adenosina-trifosfato (ATP), um importante nucleótido.

Em 1956 obteve a cidadania norte-americana. Mais tarde, desenvolveu estudos sobre o cancro e divulgou a possibilidade de os radicais livres fazerem parte da génese desta doença. Investigou também física quântica e descreveu o termo sintropia (cooperação de vários factores ou estados patológicos no desenvolvimento de outra doença ou entidade patológica).
leia a notícia completa aqui

                                                 Fontes alimentares





FRUTAS RICAS EM VITAMINA C

"Há vida para lá de uma bata..."


Ciência Hoje faz a ‘biografia’ de um laboratório
2011-09-15
Por Susana Lage (texto e fotos)

"Esqueçam a ideia dos cientistas loucos, de aparência desmazelada, chatos, que vivem como eremitas fechados em laboratórios sempre a trabalhar.
Na realidade, os cientistas são pessoas comuns, uns mais extrovertidos, outros mais reservados, mas todos com vidas interessantes. Pelo menos são assim os dez cientistas que trabalham na Unidade de Imunologia Molecular do Instituto de Medicina Molecular (IMM), em Lisboa."
(Artigo muito interessante sobre jovens investigadores para continuar a ler aqui )

Investigador português quer tratar com células estaminais

Aplicação potencial em doenças do sistema nervoso central

CienciaHoje
2011-09-16

As células estaminais podem ser criopreservadas

Mário Grãos pretende tratar doenças com células manipuladas do próprio corpo a partir das células estaminais mesenquimais do tecido do cordão umbilical.
No Biocant Park de Cantanhede, o investigador estuda as células estaminais mais centrado na potencial aplicação que estas podem ter nas doenças do sistema nervoso central causadas pela perda de mielina, uma substância que ajuda os nervos a receber e interpretar as mensagens do cérebro.

“Potenciais aplicações são as doenças desmielinizantes do sistema nervoso central, como por exemplo a esclerose múltipla, e outras desse tipo. Estamos a fazer ensaios laboratoriais com alguns resultados interessantes que permitem ter essa vontade de continuar. Estas células têm um potencial bastante alargado para esse tipo de doenças e para outras”, afirmou à Lusa.
O cientista coordena a investigação há dois anos e pretende dedicar os próximos a ensaios in vitro, depois passar para modelos animais e testar a função destas células para corrigir defeitos de desmielinização do sistema nervoso central.
As células estaminais podem ser criopreservadas e obter-se de vários locais do organismo. Assim, um paciente pode “utilizar as células do próprio organismo” para o regenerar. Isto é uma grande vantagem porque evita problemas de rejeição do organismo na transplantação.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Versões e Opiniões




08 Setembro 2011
Elza Pais (ex-secretária de Estado):
fim da comparticipação da pílula incentiva gravidez indesejada e aborto

A ex-secretária de Estado da Igualdade, Elza Pais, afirmou hoje que o fim da comparticipação das pílulas contraceptivas vendidas nas farmácias "é um incentivo à gravidez não desejada e ao aumento dos abortos".

Em declarações à Agência Lusa, a deputada socialista apontou que se trata de uma medida "ideológica", que representa "um retrocesso e um desrespeito pelas mulheres", que compram, "na sua maioria", a pílula na farmácia.
O presidente da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) esclareceu hoje que as pílulas contraceptivas, que vão deixar de ser comparticipadas nas farmácias, vão continuar a estar disponíveis gratuitamente nos centros de saúde.
Lusa
artigo



08/09/2011
Isabel Stilwell
editorial@destak.pt
aborto não é um contraceptivo

(...) Quando se celebram 50 anos de pílula contraceptiva, é tristemente simbólico este retrocesso. Mas argumentar contra a decisão com a ameaça de mais abortos, choca. Choca, porque é paternalista, e desresponsabiliza mulheres e homens. Não podemos aceitar que num país do primeiro mundo como Portugal este corte, sendo lamentável porque é menos um apoio, possa justificar uma sexualidade irresponsável ou que se aceite a possibilidade do uso do aborto como método contraceptivo. (...)
artigo completo

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Acordo Ortográfico


Tendo em conta a entrada em vigor do Acordo Ortográfico (AO) no sistema de ensino no ano letivo de 2011-2012, e uma vez que os manuais escolares serão adaptados de modo progressivo às novas regras de ortografia, o Ministério da Educação e Ciência esclarece que:
Os critérios de classificação das provas de aferição do 1.º Ciclo e das provas finais dos 2.º e 3.º Ciclos do Ensino Básico e do Ensino Secundário considerarão como válidas exclusivamente as regras definidas pelo AO a partir dos anos letivos indicados na grelha abaixo (inclusive).

Até aos anos letivos indicados, serão consideradas como válidas ambas as grafias (i.e., a anterior ao AO e a definida pelo AO).

Fonte: MEC/DGIDC

domingo, 7 de agosto de 2011

Animação - Viagem pelo corpo humano

Vídeo do ICG vence concurso ‘Ciencia en Acción’

CienciaHoje

2011-08-04
Por Susana Lage


http://www.youtube.com/watch?v=8u9l5c5JXhw&feature=player_embedded

O vídeo de animação «Eu e o meu Corpo», produzido pelo Instituto Gulbenkian de Ciência (IGC) em Lisboa, arrecadou o primeiro lugar na categoria de Material Didáctico de Ciências do concurso internacional ‘Ciencia en Acción’, edição de 2011.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

EXAME de BiOLOGIA e GEOLOGIA - 2ª fase 2011

Parecer sobre a Prova de Exame Nacional do Ensino Secundário Prova Escrita de Biologia e Geologia (702) - 2ª Fase 2011


"Globalmente, a prova pareceu-nos equilibrada, balizada pelos programas homologados da disciplina, assim como bem articulada com a informação-exame divulgada pelo GAVE, apresentando um tamanho adequado à duração proposta.
Registamos um correto equilíbrio entre as componentes de Biologia e Geologia, uma avaliação de competências nos domínios concetual e procedimental, denotando, todavia, algum pendor na avaliação de competências adstritas ao 11º ano.
À semelhança do exame da 1ªfase de 2011, a prova reúne conjuntos de itens com graus de dificuldade claramente diferenciados. Este fato, permite uma maior fiabilidade do exame enquanto elemento certificador das aprendizagens realizadas, possibilitando que, examinandos que reunam as competências básicas da disciplina alcancem classificação positiva. No entanto, entendemos maior dificuldade na prova da 2ª fase.
Entendemos que os critérios gerais e específicos de classificação, salvo situações pontuais, são coerentes cientificamente e globalmente adequados ao âmbito da questão.
É composta por quatro grupos, partindo de estudos de caso (apresentados em fontes documentais com suportes diversificados) com relevância científica e atual.
Numa análise mais fina, alguns itens pontuais suscitam a nossa reflexão/comentário:
Grupo I, figura 1 - a imagem carece de escala, o que dificulta a compreensão dos processos e estruturas geológicas representadas.
Grupo I, item 1 - Apesar de correto, a resolução do item de seleção exigia o conhecimento do termo aluminossilicatos. Ora, este não constando dos programas vigentes nem da bibliografia disponível para este nível de ensino, não deveria ser utilizado.
Grupo II, item 8 – A construção do item inclui conceitos e terminologia não contemplados explicita e objectivamente nos programas. Refira-se que o próprio programa da componente de Geologia do 11º ano, adverte, no início do ponto 2.1, como sendo de (evitar) descrições exaustivas e pormenorizadas de cada uma das principais etapas de formação das rochas sedimentares, situação em que se integra a matéria que sustenta a construção deste item.
Grupo III, item 5 - Os critérios específicos de classificação propõem como resposta correcta a opção “convergência entre limite litosféricos oceânicos”. Todavia, consideramos que a solução apresentada não é consensual nem única, dado que:

(a) o texto de apoio que introduz o grupo, explicita corretamente “Originariamente o Japão era um bordo continental da Ásia ...” indicando que o substrato geológico do arquipélago é de natureza continental e estabelece um limite convergente com as placas oceânicas limítrofes.

(b) consultada a bibliografia da especialidade e auscultada a comunidade académica, entendemos que o contexto geotectónico do arco insular japonês reveste-se de uma enorme complexidade, sendo mais plausível admitir até que se trata de uma “convergência entre limites litosféricos continentais e oceânicos” (opção C - versão 1);

(c) existem manuais de apoio à disciplina adotados por diversas escolas, que apresentam o caso japonês como exemplo de limite convergente oceano/continente.

Dada a controvérsia apresentada, consideramos que as opções “convergência entre limites litosféricos continentais e oceânicos” e “convergência entre limites litosférico oceânicos”, respectivamente opções C e D da versão 1, são corretas.

A Direção Nacional da APPBG

domingo, 24 de julho de 2011

Fungos dão resistência ao arroz .

A crescente preocupação com as mudanças climáticas que vêm ocorrendo em todas as regiões do planeta tem levado pesquisadores a procurar soluções que possam amenizar a ação, na maioria das vezes prejudicial, dos fatores ambientais sobre a produção agrícola. A temperatura e a quantidade de água disponível são os elementos abióticos que mais preocupam os agricultores e cientistas.
Como o homem não tem capacidade de controlar esses fenomenos naturais, ele é obrigado a desenvolver técnicas que possam tornar os vegetais mais resistentes às adversidades. Muitas delas advêm da observação de processos biológicos que ocorrem normalmente na natureza, e foi assim que cientistas da United States Geological Survey, EUA, realizaram experimentos para testar o comportamento de plantas de arroz, em condições adversas de temperatura, quantidade de água disponível e salinidade, quando inoculadas com duas espécies de fungos.
O artigo com as informações sobre a pesquisa foi publicado na edição do dia cinco de julho da revista PLoS ONE.

Esta pesquisa teve como objetivo desenvolver variedades de plantas de arroz que sejam resistentes a intempéries, atendendo a necessidade das áreas que sofrem diretamente com as conseqüências das alterações climáticas, como enchentes, secas, chuvas excessivas, variações bruscas de temperaturas entre outras. Repetidos casos de inundações em países costeiros do oriente, produtores de arroz, têm levado os agricultores a grandes prejuízos pelo aumento da salinidade do solo e à baixa disponibilidade de água e em conseqüência disso, a escassez do produto.
Ao estudar plantas habitantes de regiões costeiras (solos com alta salinidade) e geotermais (com temperaturas altas) como a Lotus mollis e a Dichanthelium lanuginosum, respectivamente, os cientistas descobriram que o que as tornam resistentes a esses fatores abióticos não são propriamente uma característica genética, mas sim uma interação com as espécies de fungos endófitos conhecidas como Fusarium culmorum e Curvularia protuberata. Esse processo é conhecido como Simbiose Adaptada ao Habitat.
Os fungos foram inoculados em sementes de arroz, as quais originaram vegetais que foram testados em diferentes condições climáticas no intuito de observar o seu desenvolvimento. Os resultados dos experimentos foram positivos, pois as plantas de arroz adquiriram maior tolerância ao sal, a baixas temperaturas e à seca, mesmo não sendo essas variedades originalmente adaptadas a estes fatores de estresse.
O objetivo da equipe agora é desenvolver plantas de arroz resistentes ao calor.
Um dado interessante é que a interação desses fungos com a planta não confere nenhuma modificação genética nos vegetais hospedeiros, dessa forma os pesquisadores só precisam copiar esse processo natural no laboratório.
Essas descobertas podem significar grandes beneficios para a agricultura em todo o mundo, possibilitando o cultivo de diversas espécies de alimentos, mesmo que em condições climáticas adversas. Assim como em outros países que sofrem com diferentes tipos de intempéries, o Brasil com suas constantes secas em alguns estados do norte e nordeste e enchentes em outros, pode ser beneficiado de maneira bastante expressiva. Talvez a maior vantagem desse processo seja o fato de ser desnecessária a alteração genética das plantas, que pode significar um menor custo e maior acessibilidade pelo produtor.

19/07/2011
Arlei Maturano - Equipe Biotec AHG

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Portugal é dos países com maiores avanços em Biotecnologia

Ranking elaborado pela "Scientific American"

CienciaHoje
2011-07-18

Portugal, Espanha, República Checa e Brasil são dos países que registaram maiores avanços na área da biotecnologia, de acordo com um ranking elaborado pela "Scientific American".
O documento apresentado na convenção BIO International, que decorreu em Washington, nos EUA, “reflecte a força, o potencial e os desafios que cada país precisa de superar para melhorar a sua capacidade de inovar na área da biotecnologia”.
"É fascinante ver países que vivem em climas desfavoráveis [em termos de capacidade de inovação], mostrarem um crescimento consistente no nosso índice", afirmou Jeremy Abbate, editor chefe da "Scientific American", ao falar sobre o facto de entre os países com os rankings mais elevados estarem nações como Portugal e Espanha, que actualmente enfrentam fortes desafios económicos e financeiros.
"Alguns dos progressos mais notáveis registam-se em Portugal e Espanha. Estes países têm evoluído consistentemente na sua pontuação geral desde que começamos a elaborar este ranking em 2009", acrescentou.
"No caso de Portugal, a educação e a mão-de-obra [especializada] aumentaram quase 40 por cento desde 2009", sublinhou ainda Jeremy Abbate.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

A Química nas nossas vidas

Tudo isto é Química
Por Carlos Corrêa*
CienciaHoje
2011-06-23

 Há a ideia generalizada de que o que é natural é bom e o que é sintético, o que resulta da acção do homem, é mau. Não vou citar os terramotos, tsunamis e tempestades, tudo natural, que não tem nada de bom, mas antes certas substâncias naturais muito más, como as toxinas produzidas naturalmente por certas bactérias e os vírus, todos tão na moda nestes últimos tempos.

Dos oito maiores venenos que existem, seis são naturais: a toxina A do butonilium, a toxina A do tétano, toxina da difteria, a ricina (do rícino), a muscarina (dos cogumelos) e a bufotoxina (dos sapos); destes, só o sarin (gás dos nervos, 8º lugar) e as dioxinas (5º lugar) é que são de origem sintética.

* Professor Catedrático jubilado do Departamento de Química da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. Conselheiro do ciência Hoje para o Ano Internacional da Química.

Muitos alimentos contêm substâncias naturais que podem causar doenças, como por exemplo o Isocianato de alilo (alho, mostarda) que pode originar tumores, o benzopireno (fumados, churrascos) causador de cancro do estômago, os cianetos (amêndoas amargas, mandioca) que são tóxicos, as hidrazinas (cogumelos) que são cancerígenas, a saxtoxina (marisco) e a tetrodotoxina (peixe estragado) que causam paralisia e morte, certos taninos (café, cacau) causadores de cancro do esófago e da boca e muitos outros.

Podemos então dizer que “Quando um produto natural mata... É natural! Fica a consolação de se morrer... naturalmente”.

A má imagem da Química

A má imagem da Química resulta da sua má utilização e deve-se particularmente à dispersão de resíduos no ambiente (que levam ao aquecimento global e mudanças climáticas, ao buraco da camada de ozono e à contaminação das águas e solos) e à utilização de aditivos alimentares e pesticidas.

Quem não admira o fogo de artifício?Muitos destes males são o resultado da pouca educação dos cidadãos. Quem separa e compacta o lixo? Quem entrega os medicamentos antigos nas farmácias? Quem trata os efluentes das vacarias e pocilgas? Quem deixa toda a espécie de lixo nas areias das nossas praias e matas? Quem usa e abusa do automóvel? Quem berra contra a incineração mas enche a sala de fumo, intoxicando toda a família? Quem não admira o fogo-de-artifício, que enche a atmosfera e as águas de metais pesados?

Há o hábito de utilizar a palavra “químicos” para designar substâncias de síntese, imprimindo-lhes um ar perverso, de substância maldita. Há tempos passou na TV um anúncio da DGS destinado a combater o uso do tabaco que dizia: “… o fumo do tabaco contém mais de 4000 substâncias químicas tóxicas, irritantes e cancerígenas…”.

Bastaria referir “substâncias”, mas teve de aparecer o adjectivo “químicas” para lhes dar um ar mais tenebroso. Todas as substâncias, naturais ou de síntese, são “químicos”! Todas as substâncias, naturais ou de síntese, podem ser prejudiciais à saúde! Tudo depende da dose...
continue a ler aqui 

APPBG_Parecer sobre a Prova Escrita de Biologia e Geologia (702) - 1ª Fase 2011

Para quem estiver interessado deixo aqui ficar o parecer da APPBG:

"Globalmente, a prova pareceu-nos equilibrada, balizada pelo programa da disciplina, assim como bem articulada com a informação-exame divulgada pelo GAVE, apresentando um tamanho adequado à duração proposta.
Registamos um correto equilíbrio entre as componentes de Biologia e Geologia (100+100 pontos), uma esperada avaliação de competências nos domínios concetual e procedimental, denotando, todavia, um claro pendor na avaliação de competências adstritas ao 11º ano (apesar da transversalidade programática de alguns conteúdos).
O nível de dificuldade dos itens parece-nos equilibrado (e coerente com provas anteriores), na medida em que avalia competências diversificadas (de mais básicas a mais elaboradas). Tendo um nível interpretativo elevado, reúne, porém, um conjunto de itens de fácil resolução, para um examinando que tenha adquirido as competências básicas da disciplina.
Entendemos que os critérios gerais e específicos de classificação são coerentes cientificamente e globalmente adequados ao âmbito da questão.
É composta por quatro grupos, partindo de estudos de caso (apresentados em fontes documentais com suportes diversificados) com relevância científica e atual. Constatamos, com agrado, a inclusão de trabalhos portugueses.
Numa análise mais fina, alguns itens pontuais suscitam a nossa reflexão/comentário:
Grupo II, item 2 - a questão de escolha múltipla, requeria a relação entre o processamento alternativo e a "remoção dos intrões e alguns exões". Apesar do processo se encontrar convenientemente descrito no texto, este conceito sugere alguma ambiguidade quando confrontado com a legenda da figura 4 (onde surge expresso que existem "sequências que se tornam intrões") e com as aprendizagens formais, quando se aprende de forma clara que exões são sequências codificantes, sendo intrões sequências não codificantes. Alguns examinandos que partiram dos conhecimentos adquiridos e da informação expressa no documento (figura 4), optaram pela opção "apenas intrões", perante a aparente incoerência.
Grupo III, item 2 - questão de escolha múltipla corretamente formulada, porém a requerer o domínio de conceitos muito específicos (que, podendo ser abrangidos pelo programa da disciplina, não figuram objectivamente neste). Apesar da menção objetiva a ambientes sedimentares continentais,de transição e marinhos (BG11, p.20), o conhecimento exaustivo dos diferentes tipos de depósitos sedimentares (como os lagunares), associados às respetivas fácies (neste caso, de transição), afigura-se-nos excessivo.
Grupo III, item 7 - este item de construção de resposta restrita, requeria a relação entre a alternância de escoadas basálticas e de leitos piroclásticos com o tipo de actividade vulcânica do Cretácico superior de Lisboa. O nosso comentário incide sobre a redação dos critérios de classificação, que nos parece imprecisa científica e pedagogicamente. Deste modo, tratando-se o episódio vulcânico do Cretácico superior de Lisboa de um só evento, este, e em total acordo com os dados apresentados, registou fases explosivas (com emissões piroclásticas) e fases efusivas (testemunhadas nas escoadas lávicas predominantes). Como tal, a actividade vulcânica requerida, dever-se-á classificar como mista (em acordo com os conteúdos programáticos do 10º ano) e os critérios deverão aceitar esta possibilidade de resposta.
Grupo IV - o texto que descreve a experiência da produção industrial de citrato não está claro, podendo suscitar dúvidas na interpretação dos resultados. No 5º parágrafo está escrito "Adicionaram- se ao meio de cultura (...) glícidos comerciais como fonte de carbono...". Contudo, deveria constar ... "Adicionaram-se ao meio de cultura (...) glícidos como fonte suplementar de carbono". Como está escrito, deduz-se que a única fonte de carbono são os glícidos comerciais que se adicionaram ao meio. Esta afirmação não é coerente com os resultados referentes ao ensaio 7, apresentados na Tabela 1. O aluno poderá questionar: se no controlo não existe nem glucose nem sacarose, não existe fonte de carbono, como explicar a síntese de citrato (373,2 g/Kg)? É claro que o meio de cultura tem uma fonte de carbono, por isso os glícidos comerciais que se adicionaram são suplementares. No enunciado do item, controlo deverá ser descrito como: sem adição de fonte suplementar de carbono Este fato resulta numa dificuldade interpretativa acrescida na resolução do item 3 do referido grupo."

A Direção Nacional da APPBG

terça-feira, 21 de junho de 2011

sábado, 18 de junho de 2011

Até parece que sou bruxa!!!

Foi dificil !!! ... ou não queriam ver!?


Bactéria E. coli encontrada num riacho de Frankfurt


18 de Junho de 2011, 20:15
A bactéria E.coli, que já provocou 39 vítimas mortais, foi encontrada num riacho de Frankfurt, informaram hoje os ministérios regionais de Meio Ambiente e da Saúde alemães.
As autoridades destacaram que não há risco de contaminação da água potável (!!!), já que este riacho não está ligado à rede de abastecimento da região.
Por enquanto desconhece-se a causa da contaminação da bactéria, embora haja suspeitas que a origem possa estar numa estação de tratamento de águas próxima, segundo as autoridades alemãs.

@SAPO com AFP

domingo, 12 de junho de 2011

Investigador português identifica proteínas que podem combater o HIV

André Raposo desenvolveu importante estudo na Universidade de Oxford
CienciaHoje
2011-06-11

Por Luísa Marinho
Uma importante descoberta do investigador português André Raposo, durante o seu pós-doutoramento na Universidade de Oxford, pode abrir portas ao desenvolvimento de novos tratamentos contra o HIV.
Em conversa com o «Ciência Hoje», o investigador explica que foram identificadas "potenciais proteínas antivirais que poderão vir a ser incluídas no desenvolvimento de vacinas/antiretrovirais contra o HIV".
O estudo, a ser publicado na edição de Julho do «Journal of Immunology», debruça-se sobre a capacidade imuno-reguladora que os linfócitos T4 (glóbulos brancos) têm em suprimir infecção por HIV em macrófagos. André Raposo explica: "Acreditamos que os macrófagos são as primeiras células do sistema imunitário a serem infectadas pelo vírus. No entanto, este não induz a morte destas células, residindo dentro delas durante largos períodos de tempo".
E é durante esse tempo que os macrófagos transmitem o vírus a outras células, nomeadamente aos linfócitos T, que acabam por não resistir ao vírus e morrem, levando à SIDA. Nas experiências em laboratório, André Raposo descobriu que os linfócitos T, antes de serem infectados pelo HIV, "segregam proteínas de grande massa molecular para o meio extracelular, que uma vez em captadas pelos macrófagos induzem a diminuição dos níveis de receptores CD4 (nos macrófagos), essenciais para o vírus entrar nas células". Sem estas moléculas "não se estabelece infecção".
"Uma cura efectiva para a infecção por HIV ainda esta longe de ser encontrada"
Usando novas técnicas de isolamento e enriquecimento de proteínas a equipa de investigadores, em colaboração com o Centro de Espectrometria de Massa da Universidade de Oxford, conseguiu identificar as proteínas segregadas pelos linfócitos T que induzem a diminuição dos níveis de moléculas CD4 nos macrófagos. 
 "As proteínas identificadas não só induzem essa diminuição mas também alteram o fenótipo destas células tornando-as menos susceptíveis de serem infectadas". O trabalho descreve também os mecanismos moleculares que levam a diminuição dos níveis de CD4, e estes envolvem a actividade da proteína quinase C e do factor de transcripcao NF-kB, para além dos organelos especializados na degradação de proteínas chamados os proteasomes.

notícia completa

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Rebentos de soja alvos de novas suspeitas no surto de E.coli (!!!...)

6 de Junho, 2011

A epidemia da bactéria E.coli tem colocado em alerta a comunidade europeia, e foram várias as explicações e suspeitas para justificar o surto. A última hipótese foram os rebentos de soja, que justificaram, aliás, a realização de testes a uma quinta no norte da Alemanha.

...
Mas quais foram as razões que levaram à suspeita centrada nos rebentos de soja? A própria justificação apoia-se em aspectos contraditórios.
As sementes de rebentos de soja são cultivadas normalmente no interior de uma estufa, a uma temperatura de 38 graus centígrados, ideal para o desenvolvimento de bactérias como a estirpe 0104 de E.coli.
Mas a contaminação dos rebentos de soja seria, no mínimo, muito difícil, pois a bactéria encontra-se alojada normalmente na boca de animais, sendo transmitida pelas suas fezes, utilizadas como fertilizantes e adubos naturais para o cultivo dos solos agrícolas.
E aqui situa-se o elemento dúbio quanto à eventual contaminação dos rebentos de soja, pois estes são apenas cultivados com sementes e água, sem qualquer recurso a fertilizantes animais.
 Como tal, ao confirmar-se a contaminação dos rebentos com E.coli, tal não iria constituir a descoberta da origem do surto da bactéria, pois esta poderia alojar-se tanto «na superfície das sementes como no seu interior, onde poderia ficar dormente durante meses», realçou Stephen King, da Universidade de Trinity, em Dublin.
«A bactéria pode estar dentro do tubo da semente e também na sua superfície, por isso, lavar não faz qualquer efeito», prosseguiu, ao apontar a «provável causa do surto alemão». As explicações não esclarecem, portanto, como terá sido feita, em primeiro lugar, a eventual contaminação dos rebentos de soja.
Assim, após os pepinos espanhóis e as saladas, as suspeitas centradas nos rebentos de soja parecem não ajudar a dissipar as dúvidas em torno do surto da bactéria E.coli.

SOL

sexta-feira, 3 de junho de 2011

"amores perfeitos"

Os meus "amores perfeitos" pelo vosso carinho

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Compostagem na Zarco

As minhocas vermelhas da Califórnia estão de boa saúde
Para saber mais:
Horta da Formiga