sexta-feira, 19 de março de 2010

As causas genéticas e externas da infertilidade masculina


Tratamentos para infertilidade podem dobrar a probabilidade da criança nascer prematura


CienciaHoje
2010-03-19

"Ao contrário das mulheres, a idade dos homens não é um problema quando decidem ter filhos, ou seja, não é um factor influente na fertilidade.
Mas existem outros condicionantes que podem prejudicar a qualidade do sémen e portanto impedir a possibilidade de uma gravidez.
Cada vez mais os homens vão com as suas companheiras a consultas de reprodução assistida porque o problema para ter filhos é deles, segundo informação do Instituto Valenciano de Infertilidade.
Entre os factores que podem influenciar a fertilidade masculina encontram-se os problemas que podem apresentar os próprios espermatozóides, seja por um baixo número deles (o normal é 20 milhões por milímetro de sémen) ou por falta de mobilidade.
As anomalias genéticas podem ser outro factor que dificulta a concepção. Podem-se dividir em duas: anomalias genéticas em cromossomas ou genes e anomalias que apenas afectam a linha germinal do homem, ou seja, os seus espermatozóides."

quinta-feira, 18 de março de 2010

Bactérias das mãos desvendam identidade de cada indivíduo

Técnica pode ser útil para a ciência forense

Vivem nas nossas mãos centenas de espécies de bactérias
2010-03-17

As bactérias são uma espécie de sinal capaz de desvendar a identidade de uma pessoa graças ao seu rastro, segundo um estudo de biólogos e bioquímicos norte-americanos. O trabalho, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, abre a porta ao desenvolvimento de uma nova técnica de identificação forense.
“Cada um de nós deixa um rastro único de bactérias enquanto realizamos as nossas tarefas diárias”, afirmou Noah Fierer, autor principal do estudo da Universidade de Colorado-Boulde.
Segundo o biólogo, enquanto a técnica está na sua fase preliminar, “eventualmente pode converter-se num valioso elemento na caixa de ferramentas dos cientistas forenses”.
Já se conhecia a grande diversidade de micróbios que vivem nas mãos dos seres humanos − na pele vivem centenas de espécies − “a novidade principal foi demonstrar que essas diferenças poderiam utilizar-se para identificar os objectos tocados pelas pessoas graças aos micróbios que deixavam”, explicou outro dos autores do estudo, Rob Knight.
Segundo Fierer, a nova técnica, baseada na sequenciação genética, tem uma precisão de 70 a 90 por cento, uma percentagem que provavelmente aumentará quando se conseguir aperfeiçoar o método.
A equipa de investigadores recolheu amostras de ADN bacteriano das teclas de três computadores pessoais e misturou-as com as bactérias das mãos dos seus proprietários, para posteriormente compará-las com recolhas de outros teclados que nunca tinham sido tocados pelos sujeitos iniciais.
A similitude foi muito maior entre as bactérias dos indivíduos e das dos seus computadores. Esta prova também funcionou 12 horas após os computares terem sido tocados pela última vez.

Bactérias persistentes

Numa outra experiência, os investigadores recolheram amostras de pele de dois indivíduos, congelaram uma delas a menos de 20 graus centígrados e deixaram a outra à temperatura ambiente durante duas semanas.
Com isto provaram que as colónias de bactérias não sofreram alterações em nenhum dos casos, o que demonstra o valor dos micróbios para a medicina forense.
Esta técnica pode ainda ser importante para a medicina legal quando é difícil obter DNA humano ou não existirem rastros de sangue, tecido, sémen ou saliva num objecto.
Segundo Fierer, “devido à abundância das células bacterianas na superfície da pele poderia ser mais fácil recolher DNA bacteriano do que DNA humano das superfícies tocadas”.
Rastro de bactérias nos objectos pode identificar pessoas

terça-feira, 16 de março de 2010

Mãos à obra! Limpar Portugal!

Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia - 20-03-2010


sábado, 13 de março de 2010

Ganha três viagens à Eurodisney: Passatempo Porto Editora/ Ciência Hoje

Professores podem ajudar alunos e recebem € 250 em livros


Cienciahoje
2010-03-13




Porto Editora, um dos patrocinadores do concurso FAZ PORTUGAL MELHOR!, promove, em colaboração com Ciência Hoje, um passatempo dirigido aos alunos do 7º ao 12º ano.
O prémio são três viagens à Eurodisney, Mas há mais! ~

Para participar neste passatempo, os alunos, a partir do site da Porto Editora – http://www.portoeditora.pt/  –, respondem on-line a duas perguntas de escolha múltipla depois de terem feito o seu registo em formulário próprio.

O prémio final é uma viagem para três pessoas à Eurodisney estando previstos prémios intermédios (de 50 em 50 participações) para os concorrentes: exemplares da Diciopédia 2010 (PVP 49,99 €).

Será atribuído ao professor que informou o aluno vencedor da existência do passatempo um prémio de 250€ em livros da Porto Editora (excepto manuais escolares). No caso de o aluno ter obtido a informação por outra via, este prémio será entregue à biblioteca da escola a que o aluno pertence. Todas as condições do passatempo podem ser consultadas no respectivo regulamento.

O passatempo decorre até às 24:00 do dia 16 de Abril.

VIH esconde-se na medula óssea

Investigação facilita detecção do vírus


CienciaHoje
2010-03-12

«Investigadores norte-americanos detectaram o método que o vírus da SIDA usa para se esconder e permanecer indetectável, de modo a lançar posteriormente novos ataques.
Segundo um estudo, publicado na Nature Medicine, o VIH permanece latente na medula óssea das pessoas infectadas.
Quando as células imaturas do sangue se tornam adultas, a propagação do vírus é reactivada.
O trabalho pode explicar o porquê dos medicamentos  actua contra o vírus apenas funcionam se forem tomados durante toda a vida − quando o tratamento é interrompido, o vírus retorna e expande-se novamente.
A descoberta pode fornecer uma nova maneira de conseguir o que ainda é impossível: erradicar a SIDA.»

                  célula da medula óssea


quinta-feira, 11 de março de 2010

Está a ser testada nova vacina contra cancro do pulmão

Sistema imunológico do organismo pode ser usado no combate a células tumorais


CienciaHoje
2010-03-09
A ideia de encontrar uma vacina capaz de atacar as células tumorais não se mostrou tão útil como teriam desejado os cientistas.

Algumas das tentativas desenvolvidas até então funcionaram apenas a meio-gás, por isso há que ter cuidado a analisar esta notícia: uma terapia eficaz imune contra um tipo de tumor de pulmão − o mesotelioma.



Mesotelioma é dos cancros mais mortais

A teoria é atractiva − se o sistema imunológico do organismo humano fosse capaz de identificar e atacar as células tumorais como faz contra os vírus ou bactérias externas, talvez as próprias células defensivas pudessem acabar com elas internamente. Mas isto não é assim tão simples. É necessário haver uma resposta suficientemente intensa para que tenha potencial anti-canceroso, mas sem efeitos secundários indesejáveis.
A última tentativa de encontrar uma vacina para combater um dos tipos de cancro mais mortais vem publicada na revista American Journal of Respiratory and Critical Care Medicine.

O mesotelioma produz-se na pleura, a membrana que reveste os pulmões e está fortemente relacionado com a exposição ao amianto, um componente tóxico que se usou durante décadas na indústria antes da sua proibição.

A equipa de Joachim Aerts, do Centro Médico Erasmo de Roterdão, na Holanda, tem estado a provar a eficácia de uma vacina contra o mesotelioma.
Os testes em animais mostraram que as células dendríticas do próprio sistema imunitário eram capazes de travar a doença e agora acabam de publicar os resultados com os primeiros dez pacientes que testaram a terapia.

Ensaios e eficácia

Trata-se ainda da primeira fase do ensaio, cujo primeiro objectivo era demonstrar que a terapia também é segura em humanos, mesmo que anteriormente já tenham observado indícios de eficácia.
Os investigadores extraíram células dendríticas imaturas do sistema imunitário de dez pacientes com mesotelioma em fases iniciais que já tinham sido sujeitos a quimioterapia.

Em laboratório, estas células defensivas foram tratadas para que reconhecessem como estranhos os antigénios do tumor e posteriormente foram reinjectadas no organismo (três vezes durante duas semanas).

Mesmo que o trabalho ainda seja experimental para dar conclusões exactas, os investigadores observaram nas amostras de sangue dos participantes um aumento significativo de anticorpos − as substâncias que produz o organismo quando detecta elementos estranhos.

Em relação a efeitos secundários apenas se registaram alguns problemas de febre e sintomas parecidos com a gripe no dia seguinte à injecção.

Amianto continua a atacar

“Detectámos uma resposta imune num número mínimo de pacientes após a vacinação, se isto se traduz numa melhora da esperança de vida a longo prazo deve ser elucidado em futuros trabalhos”, reconhecem os autores. Três dos pacientes mostraram uma regressão tumoral, mas não se pode concluir que se deva à vacina.
Mesmo que o amianto esteja proibido na grande parte dos países desenvolvidos (na União Europeia foi proibida toda e qualquer utilização desta fibra mineral desde Janeiro de 2005), o mesotelioma é uma doença que pode levar de 20 a 50 anos a desenvolver-se desde o momento da exposição.
Por isto, Aerts alerta que a incidência e mortalidade causada por este cancro vai continuar a aumentar mesmo depois de 2020. Com os actuais regimes de quimioterapia, a esperança média de vida depois do diagnóstico não supera os 12 meses e os investigadores acrescentam que “é urgente continuar a trabalhar em vias alternativas que levem a novas terapias”.

Célula dendrítica ataca célula cancerígena

segunda-feira, 8 de março de 2010

No Dia da mulher... e nos outros dias!

Para todos, uma flor especial:

Camellia japonica "Portuense"

"colhida" em Dias com árvores


visite o site da Associação Portuguesa de Mulheres Cientistas  (AMONET)

terça-feira, 2 de março de 2010

Quercus considera autorização de transgénicos uma «má notícia»

Hoje às 14:58

A especialista da Quercus em Transgénicos, Margarida Silva explica que a batata que será comercializada vai criar resistência a antibióticos importantes para os humanos.


Em declarações à TSF, a coordenadora da plataforma "Transgénicos Fora" afirmou que a decisão da Comissão Europeia em autorizar o cultivo de transgénicos vai prejudicar a saúde dos seres humanos e dos animaisMargarida Silva garante que a entrada deste produto transgénico na cadeia alimentar humana é quase «inevitável»Margarida Silva acusa ainda a Comissão Europeia de ter contrariado a vontade dos Estados Membros ao tomar esta decisão.

Ouça aqui:
http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1508818

A especialista da Quercus em Transgénicos e coordenadora da plataforma "Transgénicos Fora" afirmou, esta terça-feira à TSF, que a decisão da Comissão Europeia em autorizar o cultivo e comercialização de organismos geneticamente modificados vai prejudicar a saúde dos seres humanos e dos animais.

De acordo com Margarida Silva, a batata Amflora, que poderá ser cultivada para fins industriais e a sua fécula poderá ser usada em rações, vai criar resistência a antibióticos importantes para os humanos.

«Esta batata tem um gene que confere resistência a antibióticos relevantes tanto em termos de saúde humana como em termos de saúde animal. Isso significa que ao introduzir isto na nossa cadeia alimentar, os micróbios podem adquirir essa resistência que está presenta na batata (facilmente passa para os micróbios, pro exemplo, do nosso intestino), e se ficarmos doentes os antibióticos deixam de ter efeitos», alerta a especialista.

Margarida Silva acrescenta que, apesar de a autorização ser dada no âmbito do cultivo com fins destinados à indústria e alimentação animal, a entrada deste produto transgénico na cadeia alimentar humana é quase «inevitável».

«Embora esta batata tenha como intuito principal a utilização industrial, ela foi aprovada para consumo animal e para consumo humano. A História tem mostrado isso à exaustão, é absolutamente inevitável. Esta batata vai ser cultivada para uns fins, mas vai aparecer noutros fins, vai aparecer na nossa cadeia alimentar e portanto nós vamos estar expostos a aspectos que a legislação diz, desde 2004, que devíamos estar protegidos», explicou.

A especialista da Quercus em Transgénicos acusa ainda a Comissão Europeia de ter contrariado a vontade dos Estados Membros ao tomar esta decisão.

A Comissão Europeia autorizou, esta terça-feira, o cultivo e comercialização de organismos geneticamente modificados (OGM) na União Europeia (UE), no primeiro caso a batata Amflora e no segundo três variedades de milho.

A Comissão Europeia assegura que as espécies geneticamente modificadas foram analisadas ao detalhe, nomeadamente no que respeita a resistência a antibióticos.

http://tsf.sapo.pt/PaginaInicial/Portugal/Interior.aspx?content_id=1508818

Bruxelas autoriza cultivo e comercialização de OGM

Agricultura na UE
por LusaHoje

«A Comissão Europeia autorizou hoje o cultivo e comercialização de organismos geneticamente modificados (OGM) na União Europeia (UE), no primeiro caso a batata Amflora e no segundo três variedades de milho.

A batata Amflora pode ser cultivada para fins industriais e a sua fécula poderá ser usada em rações.
No caso do milho, três variedades receberam autorização para serem usadas em alimentação humana e animal.
A Comissão Europeia assegura que as espécies geneticamente modificadas foram analisadas ao detalhe, nomeadamente no que respeita a resistência a antibióticos.
Bruxelas garante ainda que a Amflora será colhida antes de produzir sementes, de modo a evitar a sua disseminação.

"Estas decisões foram tomadas com base em pareceres favoráveis emitidos ao longo dos anos pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (AESA)", garantiu o comissário para a Saúde e Defesa do Consumidor, John Dalli.
Em relação à batata Amflora, a luz verde da AESA foi dada pela primeira vez em Fevereiro de 2006 e reiterada o ano passado.

Por outro lado, foi autorizada a comercialização e transformação das combinações de milho geneticamente modificadas MON863xNK603, MON863xMON810 e MON863xMON810xNK603.

Estes OGM resultam da combinação de combinações genéticas já autorizadas.

No ano passado, milho "MON 810" foi cultivado em cinco Estados-membros, incluindo Portugal, e está em curso o processo de renovação da autorização, prevendo-se a sua conclusão até ao verão.

http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1508745

segunda-feira, 1 de março de 2010

Portugal participa pela primeira vez no «Fame Lab»

Concurso visa criar uma nova geração de comunicadores na área científica

2010-02-28
CienciaHoje
Por Catarina Amorim

«O Ciência Viva e o British Council lançam pela primeira vez em Portugal o concurso internacional de comunicação de ciência - “FameLab”. A competição, que existe desde 2005 no Reino Unido, conta já com a participação de 14 países , da Grécia a Israel, e este ano Portugal junta-se aos concorrentes. O concurso consiste numa apresentação de 3 minutos de um tópico científico. Esta é dirigida a um público não especializado e pretende-se clara, inovadora e carismática.

A ideia é possibilitar a quem trabalha em ciência – seja como professor, cientista ou simples estudante – partilhar o seu entusiasmo e conhecimento com o público, dando-lhes ao mesmo tempo a oportunidade de participar num evento internacional de comunicação de ciência.

Parte do objectivo é criar também uma nova geração de comunicadores de ciência que ajudem a dinamizar o conhecimento científico do grande público, tornando a ciência viva a todos aqueles que sem suspeitar vivem imersos nela dia após dia mas são os primeiros a achar que é demasiado complicada. Os tópicos a apresentar são escolhidos pelos participantes e...» continua aqui

Novo estudo revela por que alguns seropositivos são imunes à SIDA

Moléculas alfa-defensinas concentram-se em quantidades muitos superiores nos indivíduos

que não desenvolvem a doença

CienciaHoje
2010-02-25

Existem alguns indivíduos seropositivos, uma minoria de cinco por cento, que nunca chegam a desenvolver a SIDA, mesmo não tomando antiretrovirais. Esse fenómeno tem sido um mistério para a ciência. Agora, um grupo de investigadores do Hospital Clínic, em Barcelona, publica um estudo na «PLoS One» onde revela novidades sobre este fenómeno.

O segredo está no funcionamento do sangue, onde se esconde uma família de células do sistema imunológico, as dendríticas. Aí, as moléculas alfa-defensinas concentram-se em quantidade até dez vezes superiores à dos restantes infectados pelo vírus.
....


No início, a infecção é igual para todos, sejam eles «controladores de elite» ou não. Algumas horas depois de entrar numa primeira célula sanguínea, o HIV faz 500 mil cópias de si próprio.
Apesar de essas cópias morrerem na luta com as células do sistema imunitário, o vírus continua a autoreproduzir-se até estabilizar com uma presença constante de 50 mil cópias por mililitro de sangue.
Na minoria de infectados, este processo pára pouco depois a infecção ter início. As moléculas alfa-defensinas das células dendríticas não permitem que o vírus complete a sua viagem através do sistema imunitário. Sem tomar qualquer medicamento, os «controladores» continuam durante anos com apenas 50 cópias do vírus por mililitro de sangue.

continua...

Mais um passo na descoberta da origem do vírus da SIDA

Estudo foi realizado em seis casais de homens


CienciaHoje
2010-02-12

«A infecção por via sexual do vírus da imunodeficiência humana (HIV) entre homens que têm relações com outros homens é a que mais tem aumentado em todo o mundo. No entanto, apesar desta maioritária via de transmissão, pouco se sabe sobre o mecanismo por o qual o sémen passa o vírus ao organismo do companheiro.



Investigadores da Universidade da Califórnia tentam minimizar este mistério ao reparar que o plasma seminal é o principal responsável da infecção, mais do que os glóbulos brancos e do que os outros componentes do sémen.»
“Ao examinar as sequências genética do HIV em mostras de sémen e de sangue de seis casais, reparamos que as partículas virais de RNA do vírus encontradas no homem recem infectado estavam relacionadas com as partículas no homem que era seropositivo. Ou seja, os fragmentos de HIV que flutuam no plasma são a principal fonte de infecção”, explicou ao El Mundo Davey Smith, professor de medicina da universidade norte-americana e coordenador do estudo. “Não obstante, as células também tem capacidade para infectar”, conclui.

domingo, 28 de fevereiro de 2010

28 de Fevereiro - Dia Europeu das Doenças Raras

«Hoje comemora-se o primeiro Dia Europeu das Doenças Raras»

«Termina hoje a discussão do Programa Nacional das Doenças Raras, que juntas afectam entre 6% a 8% da população. O diagnóstico precoce, acesso aos medicamentos e testes genéticos e a criação de uma rede de centros de referência são os principais objectivos do documento, que visa melhorar as condições de vida e o acesso à Saúde dos doentes portadores deste tipo de doenças. No entanto, Luís Nunes, que coordenou o grupo de trabalho ligado ao Programa, acredita que só o tempo e a investigação poderão mudar o curso de algumas destas doenças, que ainda não têm tratamento.
As doenças raras são muitas, mas cada uma afecta poucas pessoas. Porém, juntas afectam entre 6% a 8% da população. A sua escassez torna-as difíceis de diagnosticar e, mesmo quando detectadas, não têm cura na maioria dos casos. »

Doenças Raras mas reais
«A 28 de Fevereiro assinala-se o Dia Europeu das Doenças Raras. Um dia para lembrar que, apesar de afectarem poucas pessoas, estas doenças são causa de muito sofrimento, sobretudo por falta de conhecimento científico e médico.
Ouve-se falar pouco destas doenças que têm, quase sempre, uma designação difícil de pronunciar e que, na maioria das vezes, herdaram o nome do cientista ou médico que primeiro as investigou - síndrome de Prader-Willi, síndrome de Angelman, doença de Huntington, sarcoma de Kaposi...
Estas doenças têm em comum o facto de serem consideradas raras (ou órfãs). E isto porque afectam menos de uma em duas mil pessoas. Mas, apesar de o número ser pequeno, a verdade é que se conhecem cerca de sete mil doenças raras, que, no seu conjunto, abrangem muitos milhares de pessoas. Só em Portugal, estima-se que sejam entre 600 mil a 800 mil os que sofrem destas patologias.
E este número está em crescimento, uma vez que, por semana, surgem, em média, cinco novas doenças que são classificadas como raras. Uma classificação que também pode ser atribuída a variantes de doenças frequentes. E que vai mudando com o tempo: a sida, por exemplo, já foi considerada rara mas acabou por se transformar numa epidemia. O estatuto de doença rara muda igualmente com a geografia: a lepra, rara na Europa, é endémica em muitos países africanos.

A maioria destas doenças tem uma origem genética identificada, o que significa que se conhece qual o gene que sofreu uma mutação. Outras, porém, têm causa infecciosa, resultando da acção de bactérias ou vírus, sendo ainda possível que sejam consequência de alergias.

É, com frequência, na idade adulta que estas doenças se manifestam, ainda que, nalguns casos, os sintomas possam estar presentes logo à nascença ou desenvolver-se na infância. São sintomas muito diversos, que variam de doença para doença e até de doente para doente.
O que não varia é o facto de serem doenças crónicas e degenerativas - quer isto dizer que são doenças para a vida e que se vão agravando com o tempo, muitas vezes incapacitantes, com compromisso da qualidade de vida e até pondo a vida em risco.
Em torno delas gravita o problema do desconhecimento: é que cientistas e médicos ainda sabem muito pouco sobre a maioria delas, havendo pouca investigação sobre as suas causas e o tratamento. Há mesmo doenças raras que não beneficiam de tratamento específico, com os cuidados a orientarem-se para a melhoria da qualidade e da esperança de vida.
Para outras foram já desenvolvidos medicamentos - são os chamados medicamentos órfãos. Mas também aqui se coloca um problema: é que o desenvolvimento de fármacos para um número limitado de doentes não é lucrativo para os laboratórios, o que pode explicar o escasso investimento na investigação. Em Portugal, estão disponíveis 38 medicamentos órfãos.
São cerca de sete mil as doenças raras, pelo que não é possível apresentá-las exaustivamente. Eis, no entanto, alguns exemplos: continua aqui (www.medicosdeportugal.pt/

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

U3_IMUNIDADE E CONTROLO DE DOENÇAS_T.grupo (Poster Científico)

U3 – IMUNIDADE E CONTROLO DE DOENÇAS



TRABALHO DE GRUPO

INTRODUÇÃO:
«A Biotecnologia é uma área do conhecimento que, de uma forma genérica, pode ser considerada como resultante da reunião entre a Engenharia e as Ciências da Vida, de forma a manipular os seres vivos ou os seus componentes, no sentido de obter produtos úteis. Nos últimos anos tornou-se numa das mais promissoras áreas científico-tecnológicas, capaz de ter aplicações na solução de problemas das áreas mais diversas como a do Ambiente, a da Produção de Alimentos e da Saúde. »

«A Biotecnologia tem vindo a intervir em todos os domínios da vida, nomeadamente na produção de moléculas com aplicação no diagnóstico e no tratamento de desequilíbrios e doenças que afectam a Humanidade.»

ACTIVIDADE DE PESQUISA:

Em grupo de três elementos, faça uma pesquisa de informação em artigos científicos recentemente publicados relativos a conteúdos inseridos na “U3 – Imunidade e Controlo de Doenças”, nomeadamente, sobre Imunização, Desequilíbrios e Doenças relacionadas com o Sistema Imunitário, utilizações de Anticorpos Monoclonais e outros produtos desenvolvidos através de processos biotecnológicos com importantes aplicações no diagnóstico e na terapêutica de doenças.


Compile a informação obtida num documento:
- na forma de cartaz / poster (formato A3 ? ou A2 ?(42cm/59,4cm) (ver doc. orientações) ;
- nova data: até 12 de Março de 2010, 6ª feira, a enviar por mail;
NÃO IMPRIMIR , por enquanto 
- a apresentar à turma com discussão do seu conteúdo;
- para divulgação /exposição à comunidades escolar.

A DESENVOLVER um TEMA e/ou um SUBTEMA, dentro dos seguintes (a bold):

Imunização
- Diferentes estratégicas aplicadas no desenvolvimento de vacinas;
- Formas de administração de Vacinas;
- Plano Nacional de Vacinação, campanhas de vacinação;

Reacções de hipersensibilidade
o Alergias – formas, agentes responsáveis, sintomas, tratamentos;
o Transplantes;
o Doenças Autoimunes (Lúpus, Doença de Adison, Miastenia grave, Doença de Graves, Tiroidite de Hashimoto, Artrite Reumatóide, etc.) ;
o Imunopatologias mediadas por cél.T ( dermatites, por ex.).
- Caracterização de cada uma delas;
- Tipos de antigénios que as provocam bem como o tipo de anticorpos reagentes;
- Mecanismos efectores de cada uma delas;
- Dar exemplos de cada um dos tipos de reacções.

Imunodeficiências

o Imunodeficiências Congénitas

o Imunodeficiências adquiridas - HIV/SIDA
Dê especial atenção a aspectos como:
- a descoberta do vírus;
- os modos de transmissão;
- o efeito no Sistema Imunitário;
- as consequências da doença,
- as formas de prevenção/tratamento;
- a epidemiologia (evolução da incidência/prevalência) – informação actualizada sobre a SIDA no Mundo e, particularmente, em Portugal.

Biotecnologia aplicada no diagnóstico e na terapêutica de doenças
(para todos os alunos relacionarem com o seu tema)

  • Obtenção e uso de substâncias com valor terapêutico (por exemplo, insulina, hormona do crescimento, factor VIII antihemofílico, interferão, etc.) no diagnóstico pré-natal de doenças, na avaliação da compatibilidade de órgãos para transplante, em testes de paternidade, entre outras aplicações.
  • Aplicações biomédicas de Anticorpos Monoclonais (por exemplo, no transplante de órgãos, no tratamento de tumores e de doenças auto-imunes, em testes de gravidez, em antídotos de drogas e venenos, etc.).
  • Outros produtos desenvolvidos através de processos biotecnológicos como vacinas e outros com importantes aplicações no diagnóstico e na terapêutica de doenças, tais como produção de antibióticos, vitaminas e esteróides (alguns utilizados, actualmente, para reduzir processos inflamatórios no controlo de sintomas resultantes da artrite reumatóide e de alergias, por exemplo.)
Notas:
Não esqueça os três princípios de uma boa pesquisa – CEE (compreensão, espírito crítico e ética).
A selecção do tema/subtema, os grupos constituídos, as dúvidas e dificuldades, e até os sites interessantes, devem ser divulgados em forma de comentário, por qualquer um dos elementos, no Blog da turma “BioZarco 12”.

Glossário de Biotecnologia: Novo
http://www.biotecpragalera.org.br/dicionario.php?busca=fus%E3o

Bibliografia:
Matias, Osório; Martins Pedro - Biologia 12, 1ª edição, Lisboa, Areal Editores, 2009.
SILVA, Amparo; SANTOS, Maria; MESQUITA, Almira; BALDAIA, Ludovina; FÉLIX, José; - Terra, Universo de Vida, Biologia 12ºano, Porto Editora, 2009.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Mosquito geneticamente modificado pode reduzir a propagação da dengue

«Investigadores das universidades de Oxford e da Califórnia desenvolveram uma nova variedade de mosquitos geneticamente modificada capaz de reduzir a transmissão do vírus da dengue.


De acordo com o estudo publicado na revista "Proceedings of the National Academy of Sciences", nesta nova variedade de mosquito, as fêmeas não conseguem voar devido à interrupção do desenvolvimento dos músculos das asas. Esta medida poderá evitar a propagação da doença, na medida em que tendo dificuldade em sair da água, as fêmeas não conseguem reproduzir e alimentar-se de sangue.»
...
«A dengue, que é transmitida pela picada da fêmea do mosquito "Aedes aegypti", afecta anualmente entre 50 e 100 milhões de pessoas.
Embora já haja estudos sobre a sua cura e prevenção, o uso generalizado de uma vacina contra este vírus ainda poderá levar muitos anos, pelo que os investigadores acreditam que o controlo dos mosquitos será a única forma de abrandar esta doença. »...
...«Esta proposta representa ainda uma alternativa segura e eficiente para combater a dengue sem se recorrer a insecticidas, que libertam sempre resíduos tóxicos. »
 notícia completa aqui

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Resposta científica sem controlo ético pode ser uma tragédia

CienciaHoje
2010-02-17
Sobrinho Simões falou a propósito da conferência «Novas respostas da ciência» que decorre amanhã

O director do Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (IPATIMUP) falava a propósito da conferência que irá proferir quinta feira, no Porto, sobre «Novas respostas da ciência», integrada no ciclo «Novas Respostas a Novos desafios», organizado pela Fundação Mário Soares e Fundação Inatel.


Manuel Sobrinho Simões-IPATIMUP

O investigador defende que é necessário evoluir de uma perspectiva científico-tecnológica para "uma muito mais cultural, política e, no limite, até religiosa". Frisou que acredita que é a cultura que perspectiva a ciência e não o contrário.

Do ponto de vista científico, o Sobrinho Simões considera que "tudo tem sido feito. Temos robôs, capacidade de fazer medicina regenerativa, capacidade de a partir de células estaminais reproduzir organismos e as nanotecnologias são extraordinárias, pela capacidade que têm de aumentar a eficiência".
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Assim, em seu entender, "a resposta científica pode ser uma tragédia. Se não introduzirmos controlos éticos, por exemplo, vamos poder fazer melhoria genética das pessoas e isto, penso eu, não é desejável em termos da sociedade".

"Não me refiro a curar doenças e ao aconselhamento genético, mas sim aos pais que querem que os filhos sejam mais bonitos, mais inteligentes e tenham olhos azuis. É um desafio que se põe hoje a ciência e que tem de ser resolvido", frisou.

E questiona: "Será que este desafio interessa à sociedade? Será que a sociedade está disposta a tolerar a melhoria genética?"
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ler a notícia integral aqui

Doenças hereditárias exigem aconselhamento genético

Especialista inglesa marca o arranque de primeiro mestrado na área em Portugal
CienciaHoje
2010-02-17

Foi uma das primeiras especialistas em aconselhamento genético em Inglaterra e na Europa. Vinte anos depois, Rhona Macleod vai estar no Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), no Porto, para marcar o arranque do primeiro mestrado profissionalizante em Aconselhamento Genético no nosso país.
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Testes pré-sintomáticos para doenças hereditárias são necessários


Em Portugal, a Lei 12/2005 veio confirmar e exigir o aconselhamento genético, sempre que é diagnosticada uma doença hereditária na família e quando são pedidos e executados testes pré-sintomáticos, de portadores (heterozigotia), de susceptibilidades genéticas, pré-natais ou pré-implantação.
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ler toda a notícia
 
Programa educativo profissionalizante

O curso visa formar técnicos capazes de ajudar ao indivíduo e a sua família a compreender as características clínicas do transtorno, a estimar quanto a hereditariedade contribui na sua transmissão e o risco de recorrência nos seus familiares, avaliar as suas opções face o seu risco de recorrência, utilizar a informação genética de forma pessoalmente significativa promovendo a sua saúde, minimizando o dano psicológico e potenciando o controlo pessoal, escolher o curso de acção adequado a sua percepção do risco e os projectos familiares e actuar em acordo com tal decisão, e ajustar-se adequadamente à presença do transtorno em familiares afectados e/ou ao risco de recorrência em outros familiares.

Português descobre mecanismo responsável pelo fim da regeneração celular

Estudo publicado na revista Molecular Systems Biology

CienciaHoje
2010-02-17

"Um investigador português identificou o processo molecular que termina a actividade das células. Este mecanismo associado ao envelhecimento, não sendo o elixir da juventude, pode permitir reduzir danos de doenças cardiovasculares, diabetes ou cancro.
João Passos, investigador do Instituto para a Saúde e Envelhecimento (Institute for Ageing and Health) da Universidade de Newcastle, explicou à Lusa que o mecanismo agora identificado justifica porque pára a divisão celular, um processo normal no organismo que cessa a partir de determinado momento, impedindo a regeneração dos tecidos associada ao envelhecimento. O facto de as células pararem a sua actividade estava identificado há 60 anos, mas desconhecia-se qual o processo molecular que desencadeava esta inactividade.


O também primeiro autor do trabalho de investigação publicado ontem na revista Molecular Systems Biology, detalhou que "cada vez que uma célula se divide existem pequenos fragmentos no núcleo, os telómeros, que são pequenas sequências de DNA localizados final dos cromossomas [das células] que vão encurtando".
Este encurtamento dos telómeros desencadeia um percurso molecular para as mitocôndrias - estrutura no citoplasma da célula que produz a energia necessária para esta viver -, que a leva a produzir espécies reactivas de oxigénio que param a divisão celular.

"Este é o mecanismo que explica porque as células não conseguem proliferar continuamente" e ficam senescentes, explicou João Passos, salientando que este estado, a senescência, acaba por ter dois efeitos paradoxais.

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Aula Prática:Observação microscópica de células do sangue humano - Identificação de tipos de LEUCÓCITOS

Na próxima AULA PRÁTICA (2ª feira - 08/01/2010) é preciso levar:
- bata
- uma folha de relatório
- lápis de cor rosa e azul.

Vão desenhar!... 






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sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Nova vacina experimental contra a malária eficaz em crianças

CienciaHoje
2010-02-04
 
Uma nova vacina experimental contra a malária revelou-se sem riscos e eficaz na protecção de crianças, segundo um ensaio clínico dirigido por investigadores da Universidade de Maryland, no leste dos Estados Unidos. A vacina foi testada em crianças escolhidas ao acaso, com idades entre um e seis anos, numa zona rural da República do Mali, por uma equipa internacional de médicos.
 
 
A malária é transmitida ao ser humano pela picada do mosquito do género Anopheles.
 
Algumas destas crianças receberam uma ou três doses da vacina, enquanto outras foram apenas vacinadas com uma anti-rábica. A dose tripla da vacina contra a malária, ou paludismo, revelou-se bem tolerada e provocou uma forte resposta imunitária, que durou um ano.
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A vacina baseia-se numa única fonte do parasita Plasmodium, responsável pela forma mais frequente e mortal da malária, doença transmitido ao ser humano pela picada do mosquito do género Anopheles, seu portador.
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"Os resultados deste ensaio clínico podem significar que talvez tenhamos conseguido produzir uma vacina que, pela primeira vez, reproduz a imunidade natural contra o parasita", afirmou Christopher Plowe, professor de medicina da Universidade de Maryland e principal autor do estudo.

Os resultados definitivos deverão ser conhecidos em 2013, abrindo a porta - em caso de sucesso - para a primeira vacina anti-malária eficaz em, pelo menos, 50 por cento e cujo efeito dura mais de um ano.

A malária, ou paludismo, mata mais de um milhão de pessoas em cada ano, em todo o mundo, sobretudo crianças com menos de cinco anos e mulheres grávidas, a grande maioria dos quais na África subsaariana.

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Revelada estrutura da enzima responsável pelo vírus da SIDA

Estudo pode abrir portas a novos fármacos

Pela primeira vez em 20 anos foi desvendada uma peça chave do puzzle do HIV.


Custou décadas e muitos fracassos, mas uma equipa de investigadores do Imperial College de Londres e da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conseguiu finalmente encaixar uma peça necessária para decifrar a complexidade do vírus da imunodeficiência humana.


Os cientistas desenvolveram um cristal que revela a estrutura da integrase, a proteína que se encontra no interior do vírus e que infecta o organismo, como a utilizada para copiar e passar a informação genética para as células.
O papel desta proteína é tão importante que uma das famílias de fármacos já utilizada actualmente actua sobre ela para controlar a infecção.

No entanto, como até agora se desconhecia a estrutura da interna da proteína, também não se sabia exactamente como funcionavam os ditos medicamentos
“Desmascarar a integrase ajudará os investigadores a melhorar a terapia actual, a evitar as resistências e acima de tudo desenvolver novos tratamentos”, explicaram os cientistas no trabalho publicado na revista Nature.

Proteína revelada a três dimensões

Para conseguir ver esta proteína em três dimensões, algo que muitos outros investigadores tentaram sem sucesso nos últimos anos, a equipa, dirigida por Peter Cherepanov, desenvolveu um cristal a partir de uma versão da proteína sacada de um antiretroviral denominado Prototype Foamy Virus (PFV) − idêntico ao HIV.

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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Estudo sobre doenças raras em Portugal arranca este ano

Estudo sobre doenças raras em Portugal arranca este ano

(Bem a propósito do que temos vindo a falar nas últimas aulas  sobre doenças raríssimas provocadas por anomalias genéticas.)

"O primeiro estudo observacional sobre doenças raras em Portugal vai desenvolver-se durante os próximos quatro anos. Os procedimentos e a metodologia utilizados serão anunciados no próximo dia 9, às 17h00, no auditório 3 da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

Esta é a primeira das actividades que vão decorrer no âmbito das comemorações do Dia das Doenças Raras, que se celebra a 28 de Fevereiro, promovidas pela Federação das Doenças Raras de Portugal (FEDRA).
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Este projecto de investigação irá “registar todas as informações administrativas, demográficas e clínicas dos portadores de doenças raras em Portugal o que, dentro de quatro anos, poderá possibilitar ao SNS melhorar a qualidade dos seus serviços e efectuar uma correcta referenciação destes doentes”, explica António Vaz Carneiro.
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não existe qualquer registo empírico de quantos doentes com patologias raras existem em Portugal e, por isso, é fundamental desenvolver este estudo”.

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Através dele, será possível “conhecer melhor as consequências físicas, psíquicas e económicas causadas pelas doenças raras” e assim, apoiar “os doentes e seus familiares e orientar, de forma coerente, a investigação na busca de melhores tratamentos”.

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