sábado, 22 de setembro de 2012

Fosfatos: aditivos alimentares

Notícias:

Bacalhau com fosfatos a partir de 2013

Decisão prevista para hoje foi adiada para o Outono, mas deverá ser aprovada sem modificações. Reação do Governo à proposta ficou demasiado tempo de molho. Etiquetagem do novo produto será obrigatória.

Quinta feira, 13 de setembro de 2012
Expresso.sapo
A decisão sobre a utilização de fosfatos na salga do bacalhau foi adiada, mas o novo processo deverá receber "luz verde" da União Europeia (UE) ainda este ano e o novo produto poderá começar a ser comercializado passados 12 meses.
A votação da proposta estava prevista para esta quinta-feira, na reunião secção de Segurança Toxicológica da Cadeia Alimentar do Comité Permanente para a Cadeia Alimentar e Saúde Animal, o organismo que assiste a Comissão Europeia na tomada destas decisões e em que têm assento peritos de todos os países da União.
Este adiamento deveu-se à pressão portuguesa que, nas últimas semanas e dias, foi desenvolvida ao mais alto nível e envolveu o governo, o gabinete de Durão Barroso e os eurodeputados portugueses.
Mas de acordo com fontes comunitárias ouvidas pelo Expresso, a decisão "é mesmo para avançar" e a nova votação terá lugar já "em outubro, ou em novembro". Ainda segundo a mesma fonte, a decisão de derrogar a implementação da autorização durante um ano foi uma cedência à oposição do governo português. A outra foi a decisão de tornar obrigatória uma etiquetagem rigorosa, que permita ao consumidor final distinguir se o bacalhau que vai adquirir foi salgado de forma tradicional ou através do recurso a fosfatos.
A Comissão argumenta que a necessidade técnica da medida foi "demonstrada", que a mesma não representa qualquer perigo para a saúde e que o facto de o uso de fosfatos ser permitido não significa que estes sejam obrigatoriamente usados. Portugal continua a tentar provar que a utilização de fosfatos adultera o processo de salga.

Ler mais: http://expresso.sapo.pt/bacalhau-com-fosfatos-a-partir-de-2013=f752890#ixzz27EzPEVcv
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Diário de Notícias
Terça, 11 de Setembro de 2012         

Noruegueses garantem que "bacalhau português nunca terá fosfatos"

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Bacalhau português não terá fosfatos

Correio da manhã
10 Setembro 2012
O Conselho Norueguês das Pescas (Norge) negou esta segunda-feira que a proposta de introdução de fosfatos comprometa o bacalhau português, garantindo que este conservante será aplicado apenas em produtos destinados a outros mercados.
 
 
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Futuro do bacalhau decide-se em Bruxelas

7 de Setembro, 2012 (notícia completa)

 
"O futuro do bacalhau, tal como é consumido e apreciado em Portugal, joga-se na próxima quinta-feira em Bruxelas, data da votação de uma proposta que, caso seja aprovada, ameaça acabar com o tradicional prato português.
O alerta partiu da Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB), que está preocupada com as «consequências desastrosas» desta alteração legislativa proposta pela Noruega e pela Dinamarca, que visa permitir a utilização de polifosfatos em peixe de salga húmida."
O secretário-geral da AIB, Paulo Mónica disse à Lusa que «a proposta vai contra a legislação comunitária», sublinhando que o que está em causa é a possibilidade de «usar aditivos químicos num produto 100 por cento natural».
E elencou várias consequências para as empresas.
Primeiro, porque o método de detecção destes aditivos «é complexo, demorado e não está totalmente validado». Por isso, as empresas só vão saber se a matéria-prima que usam tem estes químicos ou não na altura da secagem.
Depois, porque se contiver polifosfatos a secagem do bacalhau será muito mais demorada.
«Nalguns casos, será o dobro do tempo, o que terá custos acrescidos com a energia», explicou Paulo Mónica.
Por outro lado, os consumidores «não vão ter aquilo que procuram e a que estão habituados».
Os consumidores terão um produto com «sabor e uma textura irremediavelmente alterados» e com muito mais humidade.
«Vão comprar água ao preço do bacalhau», salientou o responsável da AIB.
Paulo Mónica adiantou que a justificação apresentada pela Dinamarca e pela Noruega é a obtenção de «um produto mais branco», para ir ao encontro das exigências do mercado, mas afirmou que, no entanto, «não existe qualquer referência científica ao uso destes aditivos como agentes branqueadores».
«Os polifosfatos são vulgarmente utilizados para retenção de água e nós estamos perante um produto que se baseia na desidratação do peixe», acrescentou.
A AIB já fez chegar uma carta ao presidente da Comissão Europeia, Durão Barroso, apelando à retirada da proposta e espera que o bom senso prevaleça.
«Acreditamos que prevaleça o bom senso e que a proposta não passe ou seja retirada», declarou Paulo Mónica à Agência Lusa.
Segundo a AIB, «está em risco a própria indústria portuguesa de transformação», que emprega mais de 1.800 trabalhadores, tem uma facturação de 400 milhões de euros e exporta quase 10 mil toneladas de bacalhau seco.
Lusa/SOL
notícia completa

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Comissão Europeia quer introduzir fosfatos na cura do bacalhau

10 de Fevereiro de 2012
 
A Comissão Europeia está a discutir uma proposta que visa a possibilidade de introdução de químicos (fosfatos) no processo de transformação do bacalhau seco, alegadamente para evitar a oxidação.

Segundo o Jornal de Notícias (JN), a Associação dos Industriais do Bacalhau (AIB) considera que a introdução de químicos (fosfatos) na transformação do bacalhau seco poderá significar o fim do tradicional bacalhau português e a derrocada de uma indústria que soma 83 empresas que empregam 1800 pessoas.
A presidente da AIB, Luísa Melo, vai mais longe e afirma ao JN que esta proposta da Comissão Europeia deve-se a questões económicas e não a motivos relacionados com saúde pública, ao utilizarem o argumento da oxidação do bacalhau.
O bacalhau transformado em Portugal tem obrigatoriamente uma percentagem de água inferior a 47%, que será difícil de atingir com a introdução de fosfatos que retêm a humidade. Para conseguirem esta percentagem, as empresas nacionais vão demorar mais tempo e gastar mais energia na secagem, explica a AIB. Como consequência desta alteração, os custos vão disparar e o bacalhau vai ficar mais caro e sem poder competir com o bacalhau seco noutros países.
Para Luísa Melo este "é um golpe nórdico para eliminar o nosso bacalhau tradicional".
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Saber mais:
Investigação U. Aveiro http://uaonline.ua.pt/upload/med/med_1566.pdf
Altas concentrações de fosfatos (Manual Merck): http://www.manualmerck.net/?id=163&cn=1290
Conservantes http://www.cienciaviva.pt/docs/itqbconservantes.pdf
Fosfatos nos hamburgueres http://www.deco.proteste.pt/alimentacao/seguranca-alimentar/noticia/aditivos-nos-alimentos-deco-contra-uso-excessivo







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